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De treinos na escola ao sonho da Superliga: João Oliveira projeta futuro no vôlei

da redação - 12 de jun de 2026 às 15:03 105 Views 0 Comentários
De treinos na escola ao sonho da Superliga: João Oliveira projeta futuro no vôlei Da Redação

“Quando entrei no Exército, quase parei de jogar vôlei.” A frase resume um dos momentos mais difíceis vividos pelo atleta João Paulo Oliveira da Silva, de 21 anos, natural de Campo Grande (MS), que atualmente busca espaço no voleibol sul-mato-grossense enquanto concilia a rotina esportiva com a carreira militar.

 

João conta que o vôlei entrou na sua vida em 2022, de forma inesperada, durante um treino escolar. Segundo ele, o treinador Cleonir percebeu potencial e fez o convite para que começasse a praticar a modalidade com mais frequência.

 

“O vôlei surgiu para mim em 2022, quando o treinador Cleonir viu um potencial em mim em um treino que fui na escola e perguntou se eu tinha interesse em jogar”, relembra.

 

Apesar do convite, o atleta admite que, inicialmente, o interesse pela modalidade era pequeno. O foco dele, naquele momento, estava no basquete, esporte que praticava desde antes.

 

“No começo, vou falar a verdade, não tinha tanto interesse assim, porque meu esporte preferido é o basquete e sempre joguei”, afirma.

 

A mudança aconteceu após a disputa da Copa Pantanal, primeiro campeonato da carreira no voleibol. Mesmo com a equipe terminando na quarta colocação, João afirma que a experiência despertou uma nova visão sobre o esporte.

 

“Depois que joguei a Pantanal e ficamos em quarto lugar, comecei a ter um interesse maior pelo esporte”, diz.

 

A partir daquela competição, o atleta passou a enxergar a possibilidade de continuar no voleibol de maneira mais séria.

 

“Depois da Copa Pantanal, percebi que realmente tinha potencial e que poderia ingressar e continuar nesse esporte.”

 

No entanto, a trajetória teve uma interrupção pouco tempo depois. João ingressou no Exército, carreira que segue até hoje, e precisou diminuir a participação nos treinamentos e campeonatos.

 

“Eu acredito que o maior desafio, que quase me fez parar de jogar vôlei, foi quando entrei no Exército, carreira que sigo até hoje. Eu iria jogar fora, em São Paulo, mas quando entrei no começo era muito ruim e eu não conseguia treinar, praticamente fazer nada além das atividades diárias do Exército”, relata.

 

Segundo ele, o período acabou afastando temporariamente o atleta das quadras.

 

“Com isso, parei de jogar por alguns meses.”

 

Após o retorno, João encontrou espaço no União, equipe que, segundo ele, foi importante para sua retomada dentro do esporte.

 

“Hoje em dia treino no time chamado União, que me acolheu de braços abertos e me deu uma oportunidade de jogar”, comenta.

 

Além dos treinamentos com a equipe, o atleta também passou a investir na preparação física.

 

“Ingressei na academia há pouco tempo.”

 

Dentro de quadra, João afirma que algumas características são fundamentais para o desempenho de um atleta de vôlei. Entre elas, destaca o equilíbrio emocional e a confiança.

 

“Confiança em si mesmo, estar preparado para o que der e vier e se divertir dentro de quadra. Além de muito mais coisas, mas esses são os principais.”

 

Entre as competições que marcaram sua trajetória até aqui, o atleta cita a Copa Piri de 2023, disputada em Ribas do Rio Pardo. Na ocasião, conquistou uma das primeiras medalhas da carreira.

 

“Eu acredito que a conquista mais marcante foi a Copa Piri de 2023, que foi um dos primeiros campeonatos em que peguei medalha. A energia do time contagiou o ginásio inteiro de Ribas do Rio Pardo.”

 

Recentemente, João também conquistou o prêmio de melhor central em uma competição realizada no último fim de semana, além do vice-campeonato da Copa Mamute.

 

Além dos resultados, o atleta afirma que o voleibol contribuiu para mudanças pessoais fora das quadras.

 

“O voleibol me ajudou a ser mais paciente e também mais respeitoso, porque dentro de quadra sempre tem rivalidade, mas acabando o jogo tudo volta ao normal”, explica.

 

Ele também destaca que o esporte fortaleceu o senso de companheirismo.

 

“Aprendi a ser mais companheiro.”

 

Ao falar sobre o cenário do voleibol em Mato Grosso do Sul, João acredita que uma das principais dificuldades dos atletas é a participação em competições nacionais. Ainda assim, cita iniciativas que vêm ampliando as oportunidades para jogadores do Estado.

 

“Os principais desafios enfrentados pelos atletas de MS são as dificuldades para jogar torneios nacionais. Mas agora, com o projeto do professor Samir, o AECGV vem ajudando atletas, principalmente a jogar o CBI, que é um campeonato com nível técnico altíssimo, mesmo sendo de base.”

 

Na trajetória esportiva, João destaca o apoio familiar e a influência de treinadores e equipes pelas quais passou.

 

“Principalmente a minha mãe, que sempre me apoiou.”

 

Ele também faz questão de mencionar o treinador que o introduziu ao vôlei.

 

“Hoje em dia somos amigos, mas não tem como eu falar da minha carreira no vôlei sem citar o Cleonir. Ele me ajudou muito em tudo: fundamento, técnica e noção de jogo.”

 

João ainda cita o apoio recebido das equipes SFVC e União durante sua evolução no esporte.

 

Além do voleibol, outra referência esportiva acompanha o atleta desde a infância: o ex-jogador de basquete Michael Jordan.

 

“O Michael Jordan é minha maior inspiração para tudo que envolve esporte.”

 

Com objetivos definidos, João mantém o sonho de atuar profissionalmente e disputar as principais competições do voleibol brasileiro.

 

“Tenho sonho de jogar profissionalmente, jogar uma Superliga e também ganhar bastante campeonatos aqui no MS e, se Deus me ajudar, no Brasil inteiro.”

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