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De projeto escolar ao cenário nacional: Raphael Silva mira títulos e vaga na seleção

da redação - 4 de mai de 2026 às 16:11 77 Views 0 Comentários
De projeto escolar ao cenário nacional: Raphael Silva mira títulos e vaga na seleção Da Redação

“Nunca desistir, sempre vai ter dificuldades. Mas o importante é não desistir.” A frase resume a forma como Raphael Yuri Rocha da Silva, nascido em 10 de setembro de 2010, encara a rotina no judô e os desafios de quem busca espaço no esporte competitivo em Mato Grosso do Sul.

 

O primeiro contato com a modalidade veio ainda na escola, por meio de um projeto esportivo. Desde então, o vínculo com o judô se fortaleceu com o passar dos anos, especialmente após o início nas competições. “Eu entrei no judô começando com um projeto na minha escola e sempre frequentei o projeto, mas o que mais me motivou a continuar foi quando eu comecei a competir”, afirma.

 

A experiência em torneios foi determinante para mudar sua perspectiva sobre o esporte. Segundo Raphael, a classificação para o primeiro Campeonato Brasileiro representou um ponto de virada. “O momento que eu percebi que eu poderia competir em alto nível foi quando eu classifiquei para o meu primeiro brasileiro. Parece que depois que fui para ele eu vi o judô de outra maneira”, relata.

 

Com a evolução dentro da modalidade, vieram também as exigências da rotina de atleta. Raphael destaca que um dos principais aprendizados foi entender a necessidade de abrir mão de atividades comuns à sua idade. “Sem dúvidas, aprender que para ser um atleta eu teria que abrir mão de muitas coisas, mas que isso iria compensar lá na frente”, diz.

 

A conciliação entre estudos e treinos faz parte do dia a dia. Ele mantém uma rotina que envolve escola no período da manhã e treinamentos no período noturno. “De manhã eu vou para a escola e, na parte da noite, eu vou para os treinos, que sempre são bem intensos”, explica.

 

Mesmo jovem, Raphael já acumula resultados em competições nacionais. Entre as principais conquistas, ele cita três medalhas em torneios de nível nacional: bronze na Copa Minas de 2024, bronze no Campeonato Brasileiro Regional de 2025 e prata no Campeonato Brasileiro Regional de 2026. Além disso, conseguiu classificação para os Jogos Escolares Brasileiros de 2024, competição que reúne apenas um representante por estado, e também garantiu presença em edições consecutivas do Campeonato Brasileiro, entre 2023 e 2026.

 

No processo de formação, Raphael busca referências no judô brasileiro. Ele destaca nomes que acompanham sua trajetória como inspiração. “Eu me inspiro muito na Rafaela Silva, pela determinação que ela teve e, mesmo com todas as dificuldades, ela não desistiu. Me inspiro também no Willian Lima. Atualmente ele é vice-campeão olímpico e foi muito bom ver ele lutar. Ver a garra dele dentro do tatame”, comenta.

 

Ao analisar o cenário local, o atleta avalia que Mato Grosso do Sul apresenta nível competitivo elevado. “O judô aqui no Mato Grosso do Sul é um dos melhores do Brasil, é um nível muito alto, conseguindo excelentes resultados nos campeonatos nacionais”, afirma.

 

Apesar disso, ele aponta limitações estruturais que afetam a continuidade de atletas no esporte. O principal obstáculo, segundo Raphael, está relacionado aos custos. “O judô em si é um esporte muito caro. De uns anos para cá, conheço muitos atletas bons que, por falta de recursos, não conseguem mostrar o seu judô lá fora”, relata.

 

Com metas definidas, Raphael projeta os próximos passos na carreira. Entre os objetivos de curto prazo estão a busca pelo título brasileiro e a participação nos Jogos da Juventude. “Meus objetivos agora, a curto prazo, são ser campeão do Campeonato Brasileiro, que já está bem perto, e também conseguir a classificação e ser campeão dos Jogos da Juventude, que é uma competição que já dá ponto para o ranking nacional de 2027”, explica.

 

A longo prazo, o foco é alcançar a seleção brasileira e disputar os principais eventos internacionais. “Meus principais objetivos são conseguir entrar para a seleção brasileira e ser campeão olímpico”, afirma.

 

Enquanto constrói essa trajetória, o jovem judoca reforça a importância da persistência para quem está começando. “Sempre vai ter dificuldades, mas o importante é não desistir”, conclui.

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