Da Redação
“Fazemos isso por amor”. É assim que o atleta de jiu-jitsu João Júlio Dias Corrêa resume a própria trajetória no esporte, marcada por desafios, mudanças de país e a busca constante por evolução dentro e fora dos tatames.
Natural de Mato Grosso do Sul, João Júlio nasceu em 23 de novembro de 1995 e teve contato com o jiu-jitsu ainda na infância. “O jiu-jitsu entrou na minha vida desde quando eu era pequeno e assistia muito UFC com o meu pai, e sempre os lutadores do jiu-jitsu saíam com vantagem”, relembra.
O início nos treinos aconteceu ao lado da família. “Comecei a treinar com o meu primo Éverton faz uns 10 anos, mas vim embora para a Europa e depois recomecei com o meu mestre Anderson Pereira, da equipe Icon, em Genève, Suíça”, conta. A mudança de país interrompeu momentaneamente a prática, mas também abriu novas possibilidades para o desenvolvimento na modalidade.
Na Europa, o atleta passou a competir em alto nível e acumulou resultados em torneios internacionais. Entre os momentos mais marcantes da carreira, ele destaca a conquista do Campeonato Europeu da IBJJF na categoria absoluto. “Tive alguns momentos marcantes. O principal foi ser campeão europeu absoluto (IBJJF) e também peguei o terceiro lugar da minha categoria esse ano”, afirma.
Além disso, João Júlio também subiu ao pódio em outras competições. “Também peguei pódio no Europeu Master ano passado e fui campeão em alguns opens e da AJP também”, completa.
Mesmo atuando fora do Brasil, o atleta mantém vínculo com suas origens e destaca a importância de representar o estado. “É muito importante para mim levar a minha cidade, Jateí, e o meu estado para a Europa. Nosso estado tem grandes nomes no jiu-jitsu e o nível está sempre crescendo”, diz. Entre as referências, ele cita nomes consolidados da modalidade. “Temos o Cyborg, que é uma referência para mim.”
A rotina como atleta, no entanto, envolve dificuldades que vão além das disputas. Segundo ele, a constância é um dos principais desafios. “Nós, atletas, temos muitos desafios. O principal é não poder parar, lutar contra nós mesmos. Não são todos os dias que queremos treinar e competir, ainda mais que não ganhamos muito dinheiro. Gastamos mais do que ganhamos, fazemos isso por amor.”
A preparação inclui treinos técnicos e físicos ao longo da semana. “Minha rotina de treino é treinar três vezes por semana jiu-jitsu e, nos outros dias, faço fortalecimento e musculação”, explica.
Para além das competições, João Júlio aponta mudanças pessoais proporcionadas pelo esporte. “O jiu-jitsu me ajudou a ter respeito, saber que sempre podemos progredir e, ao mesmo tempo, saber proteger a minha família. Isso é muito importante, fazer um esporte que a gente ama e pode ajudar a melhorar a vida.”
O próximo compromisso já tem data marcada. No dia 25, ele entra no tatame para um novo desafio na carreira. “Dia 25 tenho uma importante competição. Vou lutar pela primeira vez de faixa roxa, em um grande campeonato master europeu”, afirma.