Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, 19:33

Da areia do Brizola às competições estaduais: a rotina de Lennon no voleibol

da redação - 26 de fev de 2026 às 15:50 19 Views 0 Comentários
Da areia do Brizola às competições estaduais: a rotina de Lennon no voleibol Da Redação

“Não importa a idade, o importante é correr atrás.” A frase, repetida como conselho por um companheiro de equipe, tornou-se uma das principais motivações para o central John Lennon Oliveira da Silva, nascido em 25 de setembro de 2004, no município de Sidrolândia (MS). Hoje, dividindo a rotina entre trabalho, curso técnico, academia e treinos, ele segue apostando no voleibol como projeto de vida.

 

O início no esporte aconteceu de forma espontânea. “Eu comecei a jogar voleibol após ir brincar na areia do Brizola, onde o capitão do time da cidade me chamou para começar a ir nos treinos do seu time, que se chama MegaVolei”, conta. O convite partiu de Leandro Negão, capitão da equipe, que passou a acompanhá-lo mais de perto nos primeiros passos na modalidade.

 

Desde cedo, John afirma que recebeu orientações de atletas experientes da cidade. “Desde cedo recebi muitos conselhos do pessoal do time, principalmente do Leandro, Otávio e Andrei Cabeça, que são bem conhecidos no voleibol da cidade. Negão e Cabeça já jogaram voleibol para fora na juventude, então, no começo, me inspirei muito neles”, relata. A convivência com jogadores que já haviam tido experiências fora do Estado ampliou sua visão sobre as possibilidades dentro do esporte.

 

O momento de mudança de perspectiva veio com os primeiros convites para disputar competições estaduais. “Percebi que o voleibol poderia mudar minha vida após começar a ser convidado para alguns times do Estado para jogar campeonatos. Aí percebi que, se eu focasse, poderia, quem sabe, seguir um sonho”, afirma. A partir daí, passou a encarar os treinos e compromissos com maior responsabilidade.

 

A rotina, no entanto, exige organização. John trabalha no período noturno, o que impacta diretamente seus horários de descanso. “A maior dificuldade como atleta é dividir trabalho com os treinos. Eu trabalho de noite, chego de manhã em casa, faço curso técnico às segundas e sextas, academia de segunda a quinta e treinos de vôlei na terça, quinta, sábado e domingo”, detalha. Além disso, o deslocamento também pesa. “Tenho sempre que me deslocar 40 quilômetros para treinar, por morar na parte rural”, acrescenta.

 

Dentro de quadra, ele atua como central e direciona o foco dos treinos para as demandas da posição. “O fundamento que eu mais treino é bloqueio, por causa da minha posição, que é central”, explica. A função exige leitura de jogo, tempo de salto e posicionamento, aspectos que ele busca aprimorar nos treinamentos semanais.

 

Entre as competições que marcaram sua trajetória até aqui, duas têm significado especial. “No momento, a competição mais marcante para mim é a Copa Pantanal e a Livim. São competições de alto nível, onde posso enfrentar gente boa e reconhecida fora do Estado”, afirma. Para ele, disputar torneios desse porte representa oportunidade de medir desempenho e ganhar visibilidade.

 

Ao analisar o cenário do voleibol em Mato Grosso do Sul, John acredita que há evolução no trabalho com as categorias de base. “O voleibol do MS, na minha opinião, está evoluindo muito sobre apoiar a base. Tenho vários amigos do interior que foram jogar CBS, CBI e sempre são vistos, mesmo morando no interior. Eles dão chance a todos”, diz. A avaliação parte da própria experiência e do contato com atletas que conseguiram espaço em competições nacionais.

 

No campo dos objetivos, ele mantém metas claras. “No momento, meus objetivos são lapidar todas as minhas habilidades e, quem sabe, um dia poder jogar para fora”, projeta. A motivação diária também vem de exemplos próximos. “Eu sempre levo de motivação comigo o atleta Jeferson. Dividi quadra várias vezes com ele no time dos Lendários, e ele sempre me disse que não importa a idade, o importante é correr atrás. Hoje em dia ele está jogando para fora, e até o ano passado eu estava do lado desse cara, jogando junto”, relata.

 

Para quem está começando, o conselho é direto e prático. “Se você sonha em começar no voleibol, apenas comece. Comece no fundo do seu quintal dando toque, comece nem que seja com duas pessoas; se forem quatro, treinem dois contra dois. Não importa. Seu esforço sempre vai ser visto por alguém que passou pelo mesmo caminho que você vai passar. O céu é o limite”, afirma.

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