Da Redação
Roger Pedroso dos Santos, de 28 anos, encontrou na corrida de rua um caminho que começou com um propósito simples e se transformou em parte de seu cotidiano. Ele conta que iniciou no esporte no final de 2024, em busca de qualidade de vida. “Comecei a correr de forma bem simples, apenas para melhorar minha saúde e aliviar o estresse do dia a dia”, explica. Com o tempo, a prática deixou de ser apenas atividade física. “Percebi que correr se tornou parte da minha rotina e do meu estilo de vida.”
A primeira experiência em uma prova foi na corrida Prosa & Segredo Sunset. Roger lembra que a chegada ao final do percurso foi marcante. “Cheguei exausto, mas extremamente feliz. A sensação de cruzar a linha de chegada pela primeira vez é algo que nunca se esquece. Foi ali que percebi que queria continuar evoluindo no esporte.” Essa percepção, segundo ele, foi decisiva para estabelecer metas e ampliar o compromisso com a modalidade.
Para Roger, o maior desafio não está necessariamente na intensidade dos treinos ou nas provas, mas na regularidade. “Manter a consistência é o mais difícil, principalmente quando o corpo está cansado ou o tempo não ajuda”, afirma. Ele diz que equilibrar treinos, alimentação e descanso exige disciplina, mas reconhece que o esforço é parte da evolução. “É justamente isso que faz a corrida tão gratificante.”
Sua rotina de preparação envolve quatro a cinco treinos semanais, intercalando exercícios de diferentes intensidades. “Intercalo treinos de rodagem, tiros e longões no fim de semana. Também faço musculação para fortalecer as pernas e evitar lesões.” A alimentação acompanha o ritmo dos treinos. Ele relata seguir um modelo equilibrado, sem extremos. “Procuro manter uma alimentação equilibrada, com foco em carboidratos complexos, proteínas de origem vegetal e boas fontes de gordura.”
As conquistas acumuladas nesse período são tratadas com importância, independentemente do tamanho da prova. Roger destaca um marco pessoal: completar sua primeira meia maratona. “Foi o resultado de meses de dedicação e superação pessoal.” Ele acrescenta que pequenas evoluções também têm significado. “Valorizo quando consigo baixar o tempo em provas curtas. Cada progresso mostra que estou no caminho certo.”
Lesões e desânimo são pontos que fazem parte da rotina de muitos corredores, e com ele não é diferente. Roger afirma que, quando enfrenta algum problema físico, tenta adotar uma postura de aprendizado. “Descanso o necessário e volto com mais consciência.” Já nos momentos de queda de motivação, recorre à própria trajetória como incentivo. “Gosto de lembrar o quanto já evoluí e o bem que a corrida me faz.”
Ao falar com pessoas que estão iniciando na modalidade, ele reforça a importância da paciência. “Comece devagar e com constância. Não se preocupe com tempo ou distância no início. O mais importante é criar o hábito e respeitar o seu corpo. Com o tempo, os resultados aparecem naturalmente.”
Roger começa agora a ampliar sua participação em provas fora de Mato Grosso do Sul. “Correr em lugares novos, com outros corredores e climas diferentes, sempre traz aprendizados e boas lembranças.” Essa etapa faz parte de um projeto maior: completar sua primeira maratona. “Estou me preparando com foco e paciência para chegar bem. Também quero continuar evoluindo, participando de novas provas e inspirando outras pessoas a começarem a correr.”
A trajetória de Roger sintetiza um movimento comum entre praticantes da corrida de rua: o esporte que começa como válvula de escape e passa a ocupar espaço de construção pessoal. O passo seguinte, segundo ele, é continuar crescendo e compartilhando o processo, mantendo o ritmo, a constância e o propósito que o trouxeram até aqui.