Da Redação
Helena Rodrigues Barbosa, nascida em 25 de março de 1993, em Caçu (GO), começou a correr há dois anos, inicialmente para se preparar para um TAF. Apesar de não ter conseguido passar na prova, ela se apaixonou pela corrida. "Não consegui passar na prova, mas me apaixonei pela corrida. Corria sem assessorias, sem objetivos, resolvi fazer a primeira prova de 5 km e decidi que iria correr uma maratona. Porque se eu era capaz de correr 5 km, eu era capaz de realizar qualquer coisa", relatou Helena.
Depois desse primeiro desafio, ela encontrou uma assessoria, completou sua primeira meia maratona e iniciou os treinos para a maratona. Para Helena, o sentimento de pertencimento a um grupo é fundamental. "Saber que faz parte de algo, saber que seu corpo consegue realizar qualquer coisa que a sua mente deseja, claro que quando não possua nenhuma limitação, é um sentimento inexplicável", disse. Ela destaca ainda que a endorfina liberada após os treinos também é viciante.
A maratonista explica que sempre se sentiu invencível porque a competição que enfrenta é consigo mesma. "A única competição que faço é comigo mesma, por isso algumas corridas eu escolho ir vestida de Mulher Maravilha, porque é a heroína mais famosa. Me sinto com superpoderes de vencer a rotina e conseguir colocar um ciclo de maratona junto com o serviço público", afirmou Helena. Ela complementa que seu "superpoder é cuidar de mim mesma e dos meus pacientes" e que o esporte e a atividade física têm o potencial de salvar vidas.
Helena descreve a rotina de treinos como um fator que exige muita logística, especialmente para mulheres. "A rotina de treinos é algo que precisa de uma logística muito grande e é um fator fundamental na baixa porcentagem de mulheres maratonistas, porque demanda muito tempo e logística de segurança", explicou. Ela destaca a importância de sua rede de apoio, formada pela esposa e amigas, que garante companhia e segurança para os treinos. Residente em Água Clara, uma cidade pequena no interior do Mato Grosso do Sul, Helena afirma que tem segurança para treinar sozinha, o que nem todas as mulheres nas grandes cidades possuem.
A motivação para correr vem de um propósito pessoal. "O propósito que coloquei é conseguir completar o desafio. Até hoje nunca desisti de uma prova. Penso bem, mas quando me inscrevo, me dedico ao máximo e completei todas as que eu fiz", afirmou. Embora tenha conquistado alguns pódios, ela enfatiza que a maior satisfação é saber que é capaz de superar os próprios limites.
Entre as provas que já participou, a maratona de Campo Grande foi a mais marcante, representando o primeiro grande desafio completado. Helena também participou de uma meia maratona no Pantanal, que despertou sua paixão pelas trilhas. No entanto, ela reconhece que ainda tem dificuldades para treinar em trilhas, principalmente por causa do medo.
Ao ser questionada sobre conselhos para iniciantes, Helena incentiva ação imediata e evolução gradual. "Comece hoje com o que tem e vá evoluindo no caminho. Tem uma frase que gosto muito: 'o caminho se faz caminhando'", afirmou.
O próximo grande objetivo de Helena é completar sua primeira ultramaratona, a Pantanal Ultra, prevista para fevereiro.