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‘Comecei tarde, mas cheguei longe’: a trajetória de Kira no vôlei

da redação - 14 de jan de 2026 às 15:38 76 Views 0 Comentários
‘Comecei tarde, mas cheguei longe’: a trajetória de Kira no vôlei Da Redação

“Eu comecei muito tarde, com 15 anos”, resume Bruno Lopes, conhecido no vôlei como Kira, ao relembrar o início no esporte. Hoje, aos 20 anos, o jovem nascido em 21 de fevereiro de 2005, em Campo Grande (MS), vive um período de expectativa e incerteza sobre o futuro da própria trajetória. Depois de ser convidado para integrar um clube da elite do vôlei europeu, ele tenta superar lesões que surgiram justamente no ano em que mais precisava estar em alta.

 

Kira conta que o vôlei entrou na vida dele por influência de um amigo. “Ele me convidou para treinar e eu gostei muito”, diz. A prática, que começou como uma experiência simples, abriu portas que o atleta não imaginava poucos anos antes. O ponto de virada veio quando ele recebeu uma proposta internacional: “Percebi que poderia levar a sério quando fui chamado para jogar profissionalmente por um clube italiano chamado Diavoli Rosa Brugherio, da Série A3 do Campeonato Italiano”.

 

A oportunidade, que poderia representar o início definitivo da carreira profissional, chegou acompanhada de um obstáculo. Em pleno período de avaliação e após assinar um pré-contrato, Kira sofreu três lesões simultâneas: nos dois joelhos e no ombro. O tempo de recuperação, segundo ele, reduz as chances de passar pelas etapas finais da sondagem do clube italiano. “Provavelmente eu não vou passar pela sondagem e não vou ir jogar”, afirma. Ele explica ainda que recebeu um prazo curto antes de uma nova análise física. “Tenho um mês para isso, mas não vai dar.”

 

As dificuldades recentes levaram o atleta a reorganizar a rotina e o foco. O atual momento é marcado por fortalecimento e fisioterapia. “Faço muito fortalecimento de ombro e joelho para melhorar”, explica. Apesar das limitações físicas, ele mantém o objetivo central definido: “Meu principal objetivo é jogar profissionalmente e trazer orgulho para minha família”.

 

A família, inclusive, aparece como peça importante em sua formação. Kira cita especialmente o primo como a principal referência que sempre o motivou no vôlei. “A única pessoa que me incentivou muito foi meu primo”, diz. Já dentro das quadras, uma das partidas que marcaram sua caminhada foi a final do Campeonato do CMO pelo Exército. “O jogo mais marcante para mim foi a final, mas infelizmente perdemos”, relembra.

 

O cenário do vôlei em Mato Grosso do Sul também faz parte das reflexões do atleta. Para ele, o esporte no estado ainda precisa se fortalecer para gerar mais oportunidades. “Falta mais ligas para disputar e o vôlei ser mais reconhecido estadual­mente”, avalia. Mesmo ainda jovem, Kira já identifica limitações estruturais que impactam diretamente atletas que, assim como ele, buscam espaço em níveis mais altos de competição.

 

Fora das quadras, a rotina dele é dividida entre estudos e trabalho. “Busco terminar meus estudos e trabalhar bastante também”, afirma. A jornada dupla, somada à recuperação das lesões, cria um cenário de desafio constante. Ainda assim, Kira tenta manter o equilíbrio entre o presente instável e o futuro que deseja alcançar no esporte.

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