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Com raízes no vôlei e no futevôlei, Alanis Dal Bello fala sobre pausas, pressão e recomeços

da redação - 15 de jun de 2026 às 16:25 70 Views 0 Comentários
Com raízes no vôlei e no futevôlei, Alanis Dal Bello fala sobre pausas, pressão e recomeços Da Redação

“Tudo é no seu tempo”. A frase resume o momento vivido pela praticante de futevôlei Alanis Dal Bello Rondão, de 23 anos, que voltou às quadras após um período afastada do esporte. Natural de uma família ligada ao futevôlei, ela conta que a modalidade sempre esteve presente em sua vida, mas ganhou espaço de forma mais intensa somente após a pandemia.

 

Nascida em 9 de setembro de 2002, Alanis cresceu frequentando quadras ao lado da família. Segundo ela, o contato com o esporte começou ainda na infância, acompanhando o pai durante os jogos.

 

“O futevôlei sempre esteve na minha vida. Meu pai sempre jogou, levava eu e minha irmã para as quadras, mas a gente só ficava fazendo altinha”, relembra.

 

Apesar da proximidade com o esporte, durante a adolescência ela seguiu outro caminho nas competições. Alanis praticava vôlei de quadra e vôlei de praia, modalidades nas quais participou de campeonatos ao longo dos anos.

 

“Eu jogava vôlei de quadra e de praia, então minha adolescência inteira tinha campeonatos e tudo. Então eu não pensava no futevôlei”, afirma.

 

A aproximação maior com o futevôlei aconteceu depois da pandemia, quando começou a acompanhar o marido nas quadras. Em 2021, decidiu iniciar os treinamentos e participar de competições.

 

“Meu marido gostava de futevôlei e eu ia acompanhar. Em 2021 comecei a treinar e jogar campeonatos”, conta.

 

Ainda naquele ano, Alanis interrompeu a participação em competições após engravidar. Mesmo afastada dos torneios, continuou frequentando o espaço da família.

 

“No final de 2021 engravidei e não joguei campeonato, somente brincava com minha família no CT Praia do Cachorro”, relata.

 

A volta às competições aconteceu pouco tempo após o nascimento do filho, em 2022. Segundo ela, dois meses depois já havia retomado os jogos e os treinos.

 

“Em 2022 tive meu filho e, dois meses depois, já estava jogando campeonato e voltando a treinar”, diz.

 

Atualmente, Alanis afirma que segue jogando com frequência, mas sem uma rotina fixa de preparação.

 

“Hoje eu não treino. Jogo quase todo dia, mas não tenho uma rotina de treino”, explica.

 

Entre os principais desafios enfrentados no esporte, ela aponta a necessidade de conciliar a vida familiar com a rotina nas quadras. Mãe jovem, Alanis afirma que precisou reorganizar prioridades ao longo dos últimos anos.

 

“Foi conciliar minha família com o esporte. Sei que sou nova, mas tenho responsabilidades e meus filhos são minha prioridade. Até eles crescerem, eu não podia abrir mão deles, mas abri do futevôlei”, afirma.

 

Mesmo sem destacar títulos como os momentos mais marcantes da trajetória, Alanis lembra de experiências que considera importantes dentro do esporte. Uma delas foi a participação no qualify do TAFC ao lado da mãe.

 

“Não foi pódio, mas quando joguei o qualify do TAFC com minha mãe e perdemos nas quartas foi muito bom jogar e chegar quase à classificação para o profissional”, recorda.

 

Outro momento citado por ela foi o terceiro lugar conquistado no Feminino Open, em Curitiba, competição disputada ao lado da irmã.

 

“Também teve o Feminino Open em Curitiba, que fiquei em terceiro lugar com minha irmã. Foi meu primeiro campeonato com ela. Na época eu fazia dupla com a minha mãe”, conta.

 

Além das experiências em quadra, Alanis relata que o esporte também trouxe mudanças pessoais. Segundo ela, uma pausa no ano passado foi importante para reorganizar questões emocionais e entender melhor sua relação com o futevôlei.

 

“Acredito que evoluí tanto mentalmente quanto na técnica. Acho muito importante dar um tempo e pensar, ver o que realmente vale”, afirma.

 

Ela conta que decidiu se afastar temporariamente após sentir pressão em relação ao esporte.

 

“Eu tive uma pausa no futevôlei no ano passado, porque me sentia muito pressionada, como se eu tivesse obrigação de alguma coisa. Me sentia mal comigo e precisei dessa pausa”, relata.

 

O retorno às quadras aconteceu neste ano, em um momento que ela considera mais equilibrado.

 

“Voltei esse ano muito bem comigo e entendendo que tudo é no seu tempo”, diz.

 

Sobre o cenário da modalidade em Mato Grosso do Sul, Alanis acredita que o esporte está em crescimento, mas ainda enfrenta dificuldades relacionadas à falta de investimento.

 

“O futevôlei está evoluindo, mas falta bastante investimento e patrocínio para conseguir manter os campeonatos constantes”, avalia.

 

Ela também afirma que o equilíbrio entre vida pessoal e esporte se tornou uma das principais lições da sua trajetória.

 

“Depois desse ano que não joguei, percebi que, se você não conseguir conciliar com a vida pessoal, às vezes fica uma bagunça. Foi o que aconteceu comigo”, afirma.

 

Ao falar sobre conselhos para quem está começando no esporte, Alanis destaca a importância da paciência durante o processo de evolução.

 

“Calma e paciência. Ninguém evolui do dia para a noite. E é importante escutar para conseguir evoluir”, comenta.

 

Ela também destaca o apoio familiar como um dos fatores mais importantes ao longo da caminhada no esporte.

 

“Meus pais sempre estavam na quadra e sempre apoiaram a gente em qualquer esporte que quiséssemos. Não foi diferente com o futevôlei”, afirma.

 

Para o futuro, Alanis pretende continuar participando de campeonatos quando conseguir conciliar a rotina pessoal com o esporte. Além disso, ela afirma que um dos principais objetivos é manter a ligação da família com as quadras.

 

“Quero participar de campeonatos quando conseguir, mas meu sonho é jogar com meus filhos e continuar cuidando do CT Praia do Cachorro dos meus pais”, finaliza.

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