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Com apenas 17 anos, Miguel Ferreira enfrenta rotina intensa e sonha com o vôlei nacional

da redação - 5 de nov de 2025 às 14:58 135 Views 0 Comentários
Com apenas 17 anos, Miguel Ferreira enfrenta rotina intensa e sonha com o vôlei nacional Da Redação

Natural de Campo Grande, o jovem atleta Miguel Henrique Ferreira Dutra, nascido em 10 de março de 2008, descobriu cedo sua paixão pelo voleibol. O esporte, que começou como uma brincadeira em família, logo se transformou em um caminho de dedicação e aprendizado. “Eu sempre gostei do vôlei e jogava desde pequeno com familiares, até que o meu primeiro professor de vôlei, o Élcio, me apresentou o vôlei de quadra na escola Padre José Valentim”, conta. Foi ali que ele deu os primeiros passos na modalidade, aprendendo os fundamentos e participando de competições.

 

Ainda com 11 anos, Miguel já fazia parte da equipe da escola e conquistou o primeiro título importante da carreira. “No mesmo ano fomos campeões do Jires”, recorda. O resultado confirmou o talento e reforçou a vontade de seguir no esporte. Desde então, o jovem tem conciliado a rotina de treinos e estudos com o sonho de alcançar o mais alto rendimento no voleibol.

 

O incentivo da família teve papel essencial nessa trajetória. “O que mais me motivou foi o apoio de todos os meus familiares, não só financeiramente, mas me motivando todos os dias”, explica. Para Miguel, o ambiente de apoio e o exemplo de outros atletas mais experientes também contribuíram para mantê-lo focado. “Ver pessoas muito mais velhas que eu jogando me inspirava. Eu queria fazer igual a elas ou ser melhor que elas.”

 

Entre as referências que marcaram sua formação, ele destaca os treinadores que o orientaram ao longo dos anos. “Minhas principais inspirações com certeza foram meus treinadores: o professor Élcio, o treinador Vitor Sena, meu treinador de areia, Vinícius Ratier, que me incentivou a começar na areia, e também o meu atual treinador Cleonir, que trabalha junto com o Vitor Sena na E.E. Flavina Maria da Silva.” A convivência com técnicos experientes e comprometidos ajudou Miguel a compreender a importância da disciplina e do desenvolvimento técnico dentro e fora de quadra.

 

As experiências em competições nacionais também foram marcantes. Miguel participou de três edições do Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI), nas categorias sub-21 e sub-19 de quadra, além do sub-17 de areia. “Poder ver como os times de fora jogam, como tudo é bem trabalhado e investido nos atletas e nos times, mostra a visibilidade que o voleibol tem em outros estados. Ver que o Mato Grosso do Sul fica pra trás comparado com os outros é muito triste”, relata. A percepção de desigualdade na estrutura esportiva reforça nele o desejo de contribuir para o crescimento do vôlei sul-mato-grossense.

 

Atualmente, Miguel treina na Escola Estadual Flavina Maria da Silva, sob o comando dos treinadores Cleonir e Vitor Sena. “Treino de quinta a domingo, das 19h às 22h, trabalhando fortalecimento físico e situações de jogo”, explica. A rotina exige esforço e organização para conciliar o esporte com os estudos. “No começo, pra mim, acostumar com a rotina de treino, competições e estudos foi bem difícil. Mas, com o tempo, fui me acostumando com o cansaço e a exaustão. Na minha opinião, isso tudo faz parte da evolução de um atleta, aprender a lidar com o cansaço e a cobrança nos estudos, que também são importantes.”

 

Apesar da dedicação, ele reconhece que a falta de investimento no esporte ainda é um dos maiores obstáculos enfrentados por atletas em Mato Grosso do Sul. “A falta de investimento e de visibilidade por parte da prefeitura prejudica muito, não só os atletas, mas também os times que tentam ajudar da forma que podem”, afirma. Para Miguel, essa realidade limita o potencial de jovens que poderiam alcançar grandes resultados se tivessem mais apoio e estrutura.

 

Mesmo com as dificuldades, ele segue buscando evolução constante. “Eu busco aprimorar minha tomada de decisão em quadra, meus golpes na bola, melhorar meu passe e ter mais criatividade em quadra”, diz. A vontade de aprender e o comprometimento com o crescimento técnico são marcas de sua postura como atleta.

 

O principal objetivo de Miguel é alcançar o mais alto nível do voleibol nacional. “Meu objetivo é jogar no mais alto rendimento e participar de mais competições nacionais”, afirma. O sonho vai além das conquistas pessoais: ele quer representar Mato Grosso do Sul e mostrar que o talento local pode competir em igualdade com os grandes centros do país.

 

Para os jovens que sonham em seguir carreira no esporte, Miguel deixa uma mensagem simples, mas carregada de significado. “Por mais que você passe por dificuldades, nunca desista do seu objetivo. Se empenhe cada dia mais, mesmo com cansaço e dificuldades. Tenha fé em Deus, tudo é no tempo dele.”

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