Da Redação
Danieli Correa Monteiro, nascida em 18 de dezembro de 2001, em Jardim (MS), retomou a corrida de rua em junho de 2024 após um período de afastamento iniciado em 2022, quando engravidou. Segundo ela, o retorno veio com a intenção de evolução esportiva e também como parte de um processo pessoal.
“O processo é longo, difícil, mas vale cada dia, cada treino, cada pingo de suor e vale para quem quer ter objetivos alcançados”, afirmou.
Ela conta que iniciou na corrida em 2020, no mesmo período em que passou a treinar em academia. No início, a corrida tinha função de complemento físico. Com o tempo, passou a ocupar outro espaço em sua rotina.
“Eu comecei a correr em 2020, no mesmo ano em que comecei a treinar na academia. Tudo começou como um simples cardio. Em 2022 tive uma gestação e fiquei ausente até 2024. Quando retornei, voltei com o objetivo de melhorar cada dia mais e evoluir”, disse.
Durante o período de pausa, Danieli afirma que enfrentou mudanças pessoais significativas. Ela relata que a corrida também passou a ter relação com sua saúde emocional.
“A corrida sempre serviu como alívio para as crises de ansiedade e para lidar com uma nova fase que eu estava vivendo na época, que foi me tornar mãe solo”, relatou.
Atualmente, ela concilia a rotina de treinos com trabalho formal, estudos e a maternidade. Danieli é mãe, trabalha sob regime CLT e cursa Educação Física. Além disso, inicia um novo ciclo de estágio.
“Sendo uma atleta amadora, os principais desafios são encaixar os treinos. Eu tento conciliar tudo. Encaixo treinos no horário de almoço do trabalho e no período da noite, com o início de um novo ciclo de estágio”, afirmou.
A organização do tempo aparece como principal fator na rotina esportiva. Ela não conta, no momento, com acompanhamento profissional de treino devido a custos.
“No momento não sigo planejamento de treino ou orientação profissional, por ter encarecido muito essa linha”, disse.
Sobre o impacto dessa ausência de acompanhamento, Danieli não detalhou mudanças específicas de desempenho, mas reforça que mantém a continuidade dos treinos dentro das possibilidades.
A corrida, segundo ela, deixou de ser apenas uma atividade física e passou a ter outro significado na rotina.
“Não me vejo sem ser corredora. A corrida é uma paixão. Correr, para mim, é alívio da carga diária da rotina. Passei um tempo afastada da linha de chegada por problemas de saúde e agora estou em um período de retorno”, afirmou.
O foco atual está na evolução em provas de curta distância.
“Meus principais objetivos dentro da corrida atualmente são melhorar nos 5 km para performance”, disse.
Danieli também observa o crescimento da corrida de rua no município onde vive. Ela destaca o aumento de participantes e a adesão de novos praticantes.
“Está cada dia maior. Aqui na minha cidade, Jardim (MS), é algo que está crescendo cada dia mais. Eu fico feliz por cada novo corredor nas ruas e também pelos que me veem como motivação e inspiração”, relatou.
A decisão de iniciar na corrida, segundo ela, não teve um planejamento estruturado. O início foi marcado por tentativa e adaptação.
“Apenas comecei sem medo. Coloca o tênis que tem e vai. O resto o tempo se ajeita. Não pense muito em pace e sim em melhorar o condicionamento e a saúde física e mental”, afirmou.
A motivação para manter a rotina de treinos está diretamente ligada à maternidade. Danieli cita o filho como principal incentivo.
“Meu filho, minha maior inspiração. Ele tem três anos e adora me ver pronta para correr. É incrível como se eu fosse uma super-heroína na frente dele”, disse.
Ela também afirma que o objetivo vai além da prática esportiva individual.
“Quero ser exemplo para ele, que ele possa me ver daqui alguns anos e saber que tive uma história no esporte e que ele possa ser uma criança e um adulto ativo. Isso vai de berço”, completou.
Para ela, a corrida segue como elemento de continuidade pessoal e disciplinar.
“A corrida me motiva a continuar e a querer ter força para a evolução”, afirmou.
A rotina, segundo Danieli, segue marcada por esforço constante para conciliar diferentes funções.
“Esse é um processo longo, difícil, mas vale cada dia, cada treino”, disse.