Da Redação
Nascida em 19 de maio de 1981, Laureana Giroto conta que o interesse pela corrida surgiu ao observar outras pessoas treinando na academia onde frequenta. A curiosidade rapidamente deu lugar à prática e, aos poucos, ela começou a desenvolver resistência para participar das competições.
"A corrida de rua entrou na minha vida através da academia onde eu treino funcional e cross training. Eu observava as meninas correndo, achava legal, gostava de ver, e isso me chamou a atenção. Comecei a correr e caminhar porque, no início, era difícil até pegar o ritmo. Eu já fazia funcional e musculação. Como sempre gostei desse tipo de desafio, corrida e outras atividades, decidi entrar", relata.
O início exigiu adaptação. Antes de correr distâncias maiores, Laureana alternava caminhada e corrida até conseguir ganhar ritmo. A experiência anterior com musculação e treinamento funcional ajudou na preparação física, mas ela afirma que precisou construir resistência específica para a modalidade.
A primeira competição aconteceu em março deste ano e continua sendo a mais marcante de sua trajetória. A estreia foi na Corrida das Mulheres, realizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande.
"Minha primeira corrida foi em março e, para mim, ela é a mais especial, porque foi a primeira. Foi na Corrida das Mulheres, no Parque dos Poderes", afirma.
Mesmo com pouco tempo de participação em provas oficiais, Laureana estruturou uma rotina voltada para a evolução no esporte. Além da musculação diária, ela mantém treinos de funcional e de corrida ao longo da semana, seguindo uma programação elaborada para desenvolver velocidade e resistência.
"A minha rotina de treino é a seguinte: faço musculação todos os dias, funcional três vezes por semana e concilio três treinos de corrida durante a semana. Para evoluir, estou seguindo uma planilha de corrida, em que cada dia tem um tipo de treino, e também participo de uma assessoria para melhorar o meu tempo e a minha performance", explica.
Ela acredita que o acompanhamento profissional faz diferença para quem pretende evoluir na modalidade. Segundo a corredora, a orientação adequada permite treinos mais seguros e contribui para a prevenção de lesões.
Além da própria evolução, Laureana observa mudanças no cenário da corrida de rua em Mato Grosso do Sul. Para ela, o número de participantes cresce a cada prova, acompanhado pelo aumento de profissionais e assessorias esportivas especializadas.
"A corrida de rua em Mato Grosso do Sul, para mim, está evoluindo bem, assim como em Campo Grande. Está evoluindo na questão de mais corridas, mais preparo e pessoas mais preparadas. Cada corrida que eu participo, vejo que está crescendo o número de pessoas aderindo ao esporte. Com isso, também cresce o número de assessorias e de pessoas que ajudam quem está começando", diz.
O crescimento da modalidade pode ser percebido pela quantidade de eventos realizados durante o ano e pela presença de corredores de diferentes perfis, desde iniciantes até atletas mais experientes. Para Laureana, esse movimento fortalece o esporte e amplia as oportunidades para quem deseja começar.
Apesar de acompanhar essa expansão, ela mantém objetivos pessoais voltados à própria evolução. A meta é melhorar os resultados e, futuramente, disputar posições de destaque nas competições.
"Meu objetivo é melhorar. Com a minha idade, é lógico que eu quero chegar um dia a conquistar um pódio. Mas quero melhorar, correr bem e me sentir bem", afirma.
Para quem pretende iniciar na corrida de rua, Laureana destaca a importância de buscar orientação antes de começar os treinos. Segundo ela, a preparação adequada reduz o risco de lesões e permite que a prática seja mantida por mais tempo.
"O conselho que eu dou para quem está começando é procurar informação, buscar uma assessoria, uma academia ou um profissional que possa orientar da melhor forma. Assim, no futuro, você evita uma inflamação ou outro problema que possa tirar você do esporte", explica.
Mais do que os resultados nas competições, Laureana afirma que a corrida representa uma forma de cuidar da saúde e de superar desafios pessoais. Ela espera que sua experiência incentive outras pessoas a encontrar uma atividade física compatível com suas condições e objetivos.
"O legado que eu quero deixar é que nada é impossível quando decidimos cuidar da nossa saúde. Mesmo com algumas restrições, devemos procurar um esporte que melhor se adeque a nós e seguir firmes para evoluir", diz.
Ao falar sobre as futuras gerações, ela destaca o sentimento construído a cada treino e a cada prova concluída.
"Quero que as futuras gerações sintam o amor que eu tenho por cada dia de dever cumprido. Cada quilômetro vencido, cada nova medalha é emocionante", conclui.