Da Redação
“O principal objetivo é chegar ao profissional e honrar o sonho do meu pai.” A frase resume a caminhada de Marcos Alexandre Queiroz Franco, jovem atleta de futebol de Campo Grande, que tenta construir espaço no esporte enquanto busca uma nova oportunidade em clubes.
Nascido em 17 de setembro de 2008, em Campo Grande (MS), Marcos conta que o futebol entrou em sua vida ainda na infância, muito por influência do pai. Segundo ele, a paixão pelo esporte surgiu logo nas primeiras experiências acompanhando partidas de futebol.
“O futebol entrou em minha vida aos 6 anos, quando meu pai me levou pela primeira vez ao campo para vê-lo jogar. Ali eu fiquei completamente apaixonado pelo futebol”, relatou.
Com o passar do tempo, o esporte deixou de ser apenas uma diversão. Marcos afirma que começou a perceber a possibilidade de seguir carreira quando passou a se destacar entre atletas da mesma idade.
“Percebi que poderia levar o futebol mais a sério quando comecei a me destacar em relação aos outros jogadores da minha idade”, disse.
Ao falar sobre a trajetória até aqui, o atleta destaca o apoio familiar, principalmente do pai, como parte importante do processo. Segundo ele, o incentivo e os esforços feitos pela família tiveram influência direta na continuidade dentro do esporte.
“Nessa caminhada, só tenho a agradecer ao meu pai por tudo o que ele fez por mim, por todo esforço comigo”, afirmou.
Mesmo sem clube atualmente, Marcos mantém uma rotina de preparação física e técnica enquanto aguarda novas oportunidades. O jovem concluiu o ensino médio e hoje concentra os esforços na tentativa de seguir no futebol.
“Na parte da manhã faço academia e, à tarde, faço treinos técnicos e físicos. Minha vida atualmente está em busca de algum clube”, comentou.
Durante a carreira nas categorias de base, Marcos passou por equipes como Náutico, Projeto Nota Dez, Esporte Clube Borussia, Chelsea Brasil, D9, Coxim, EC Taveirópolis e Clube Atlético Assisense. Em meio às experiências, alguns jogos ficaram marcados em sua memória.
Um deles aconteceu no interior de São Paulo, quando disputou o Campeonato Paulista pelo Clube Atlético Assisense.
“O jogo mais marcante foi com o Clube Atlético Assisense, quando joguei o Paulista pela primeira vez, em Assis”, relembrou.
Outra partida citada pelo atleta foi a final do Campeonato Estadual contra o Náutico, disputada em dezembro de 2021. Apesar da derrota por 1 a 0, Marcos afirma que o confronto teve significado especial pela entrega do grupo.
“Também teve a final do estadual contra o Náutico, em 19 de dezembro de 2021. Não saímos vitoriosos, perdemos por 1 a 0, mas aquele jogo marcou minha vida pela entrega e pela raça da equipe”, contou.
Ao analisar a realidade do futebol em Mato Grosso do Sul, Marcos aponta a dificuldade de conquistar reconhecimento dentro do Estado. Para ele, a falta de valorização do esporte é um dos obstáculos enfrentados por muitos atletas locais.
“A maior dificuldade é conseguir reconhecimento e destaque. No Mato Grosso do Sul não é fácil jogar em um estado que não valoriza a cultura do futebol”, afirmou.
Entre as inspirações dentro do esporte, Marcos cita o volante alemão Joshua Kimmich. Segundo ele, a identificação acontece pela postura apresentada em campo.
“Pela raça que ele tem ao entrar em campo e pela entrega, com toda certeza é ele”, disse.
Mesmo jovem, Marcos reconhece que ainda precisa evoluir em diferentes aspectos para alcançar o objetivo de atuar profissionalmente. Entre os pontos que considera importantes, ele destaca o lado mental e também a fé.
“Preciso evoluir muito mentalmente e agradecer a Deus, porque toda honra e toda glória seja dada ao nosso Senhor Deus”, declarou.
Enquanto aguarda uma nova oportunidade no futebol, o atleta mantém a rotina de treinamentos e segue tentando transformar em realidade o sonho construído desde a infância. Um sonho que, segundo ele, também pertence ao pai.
“Meu principal objetivo é chegar ao profissional e honrar o sonho do meu pai, que me ajudou muito a batalhar nesse caminho”, finalizou.