Da Redação
Davi Rodrigues de Castro, nascido em 13 de junho de 2016, em Campo Grande (MS), vive a rotina dividida entre escola, treinos e competições nas categorias sub-9 e sub-10 de futsal e futebol de campo. O início no esporte aconteceu ainda na primeira infância. Ele lembra que começou a brincar com bola aos 3 anos e que a prática começou a ganhar forma dois anos depois. “Com 5 anos comecei a treinar na escolinha de futsal do JP, na Comunidade Tia Eva”, conta. Aos 6 anos, passou a integrar também os treinos da Escola ABC, onde permanece.
A partir dessa base, Davi construiu um caminho que já rende experiências que ele considera importantes. Uma delas ocorreu na Copa ABC sub-9, na semifinal contra o Bayern, quando marcou um gol que consolidou seu desempenho na competição. “Fiz meu 11º gol e consegui ser o artilheiro do campeonato”, lembra. O episódio o marcou por representar uma conquista pessoal em meio a um torneio que exigiu constância ao longo de várias rodadas.
A rotina de Davi é composta por treinos diários. Pela manhã, frequenta a escola. No período vespertino, faz personal duas vezes por semana, e no fim da tarde treina no ABC, revezando entre futsal e futebol de campo. Para ele, o volume de atividades não representa dificuldade. “Consigo administrar essa rotina muito bem”, afirma. A organização, segundo explica, dá espaço para que ele mantenha o foco nas duas modalidades, algo comum para atletas mais jovens em formação técnica.
Davi atua nas categorias sub-9 e sub-10 e diz gostar da alternância. “Gosto de jogar futsal no sub-10 e futebol no sub-9”, resume. Apesar de participar das duas modalidades, ele já aponta uma preferência pelo campo. “Gosto mais de jogar no campo. Tenho mais espaço para correr e driblar”, explica, mencionando características do jogo que favorecem seu estilo.
O interesse pelo futebol também foi influenciado pelos ídolos que observa. Nas respostas, Davi cita Neymar como referência. “Me inspiro no Neymar e tento imitar suas jogadas”, diz, associando a admiração ao desejo de aprimorar dribles e movimentos ofensivos. Isso aparece na forma como ele descreve as situações de jogo, sempre ligadas à liberdade de movimentação no campo e às possibilidades de finalização.
A vivência como atleta desde cedo, para ele, representa um processo contínuo. “A parte legal de ter iniciado cedo é que ainda tenho muito tempo para aprender, me aperfeiçoar e ganhar muitas medalhas e troféus”, afirma. A frase sintetiza um entendimento de longo prazo sobre a formação esportiva, em que o desenvolvimento técnico acontece gradualmente, à medida que o atleta acumula treinos e competições.
Antes de entrar em quadra ou no campo, Davi adota um ritual que faz parte do modo como busca concentração. Ele relata que sempre realiza uma oração coletiva com os colegas de equipe e, em seguida, uma oração individual. “Isso ajuda muito”, afirma. A prática, comum entre atletas profissionais e de base, demonstra que a preparação pré-jogo envolve mais do que aquecimento físico.
Aos 9 anos, Davi já projeta o futuro com clareza. “Meu maior sonho é ser um jogador profissional e ser reconhecido internacionalmente”, diz. A meta aparece distante para alguém na idade dele, mas está alinhada à rotina intensa e às referências que ele acompanha no futebol. Para ele, a caminhada depende de treino e dedicação, e essa é a mensagem que deixa para outras crianças que também querem seguir no esporte. “Eu diria para treinarem bastante, serem dedicados e nunca desistirem dos seus sonhos.”