Sexta-feira, 16 de outubro de 2026, 01:41

“A evolução acontece de maneira mais realista”: treinador explica como definir metas na corrida

da Redação - 7 de set de 2026 às 07:00 240 Views 0 Comentários
“A evolução acontece de maneira mais realista”: treinador explica como definir metas na corrida Da Redação

A prática esportiva faz parte da trajetória de Gabriel Kimura da Cunha desde a infância. Nascido em 25 de abril de 1999, em Pereira Barreto (SP), o profissional de Educação Física teve contato com diferentes modalidades antes de transformar o interesse pelo esporte em formação acadêmica e, posteriormente, em atuação com treinamento de corrida e fortalecimento.

 

“Desde a infância, sempre pratiquei esportes e gostava de jogar de tudo, mas os esportes com os quais mais me envolvi foram o atletismo e o beisebol. Foi isso que me motivou a iniciar a graduação em Educação Física”, conta.

 

O interesse específico pelo treinamento de corrida surgiu há cerca de um ano, a partir de um convite feito por um amigo que conhecia sua experiência com a modalidade. A partir daquele primeiro treino, Gabriel passou a considerar a possibilidade de trabalhar com orientação de corredores e estruturar uma assessoria.

 

“Meu interesse pelo treinamento de corrida surgiu há cerca de um ano, quando um amigo conheceu minha experiência com a modalidade e me convidou para ministrar um treino para ele”, explica. Segundo o treinador, a experiência fez crescer a vontade de ajudar outras pessoas a estabelecer uma relação com a corrida.

 

“Desde então, foi crescendo em mim a vontade de montar uma assessoria para ajudar os alunos a superar seus limites e se encontrar em uma prática que considero importante para nossas vidas, trazendo benefícios físicos, mentais e sociais”, afirma.

 

De acordo com Gabriel, os motivos que levam uma pessoa a procurar acompanhamento profissional são diferentes. Enquanto alguns corredores buscam emagrecimento e melhoria da saúde, outros têm como objetivo melhorar o desempenho, corrigir aspectos da mecânica da corrida ou se preparar para provas.

 

“Os objetivos variam bastante de acordo com cada aluno, por isso é importante entender a realidade de cada um”, afirma. Ele também cita pessoas que procuram ajuda para organizar os treinos da semana e aquelas que estão começando a correr e querem iniciar a atividade com orientação.

 

Nesse processo, o fortalecimento muscular ocupa um papel importante. Para Gabriel, a preparação da musculatura contribui para que o corpo consiga lidar melhor com as demandas provocadas pelos treinos de corrida.

 

“O fortalecimento muscular é muito importante para quem pratica corrida, porque prepara o corpo para suportar melhor as demandas dos treinos e ajuda na prevenção de lesões”, explica. Segundo ele, uma musculatura preparada permite que o aluno realize os exercícios com mais segurança e tenha maior consistência ao longo do processo.

 

“Com uma musculatura mais preparada, o aluno consegue realizar os treinos com mais segurança e consistência, favorecendo sua evolução de acordo com o próprio nível”, acrescenta.

 

Para quem está começando, um dos principais cuidados apontados pelo treinador é evitar a utilização indiscriminada de informações encontradas na internet. Gabriel avalia que o excesso de conteúdo disponível pode levar corredores iniciantes a adotarem métodos que não necessariamente correspondem às suas necessidades.

 

“Acredito que um dos erros mais comuns entre corredores iniciantes é buscar muitas informações na internet sem saber se elas realmente são confiáveis ou se fazem sentido para a sua realidade”, afirma.

 

Segundo ele, a orientação profissional pode ajudar a identificar quais estratégias são adequadas para cada pessoa. “Muitas vezes, acabam colocando essas informações em prática sem uma orientação adequada. Por isso, procurar um profissional especializado pode ajudar a evitar esses erros e proporcionar uma evolução mais segura desde o início”, diz.

 

No caso de quem nunca correu, Gabriel defende que o processo seja iniciado com baixo volume e aumento gradual da carga. A comunicação entre treinador e aluno também é apontada como parte importante dessa etapa.

 

“Para quem está começando a correr do zero, a orientação e a proximidade com o treinador são fundamentais, através de conversas e feedbacks durante o processo”, explica.

 

O treinador também destaca a inclusão do fortalecimento e dos exercícios educativos como parte da preparação inicial. “O ideal é começar com um volume baixo, incluir o fortalecimento e aprender a base da corrida, como os exercícios educativos. A partir disso, o volume dos treinos deve aumentar de forma gradual, respeitando a adaptação de cada pessoa”, afirma.

 

A estrutura do treinamento também pode mudar de acordo com o objetivo do corredor. Para Gabriel, quem pratica corrida em busca de saúde também pode estabelecer metas para manter a motivação e acompanhar a própria evolução. Já quem pretende participar de provas ou melhorar marcas precisa de uma preparação mais específica.

 

“Existe uma diferença, mas ela não é tão distante quando falamos dos objetivos. Quem corre apenas por saúde também precisa ter objetivos, seja perder peso, correr uma distância maior ou simplesmente evoluir na prática”, explica.

 

Segundo o treinador, estabelecer objetivos também ajuda a evitar que a atividade se torne repetitiva. “Isso ajuda a manter a motivação e evita que os treinos se tornem repetitivos”, afirma.

 

No caso dos corredores que buscam desempenho, o planejamento precisa considerar a distância e a meta pretendida. “Já quem busca desempenho e participação em provas precisa de um treinamento mais regrado e específico, de acordo com a distância e o objetivo que pretende alcançar”, diz.

 

Outro ponto destacado por Gabriel é a prevenção de lesões. Para ele, embora os problemas físicos possam ocorrer em diferentes modalidades esportivas, o planejamento do treinamento pode contribuir para reduzir os riscos.

 

“As lesões podem acontecer em qualquer esporte, mas um treinamento bem orientado ajuda a reduzir esse risco”, afirma.

 

Nesse contexto, o fortalecimento e o controle das cargas de treinamento são apontados como estratégias importantes. “O fortalecimento é fundamental, assim como o controle e o ajuste das cargas de treino de acordo com cada pessoa”, explica.

 

O descanso também faz parte desse planejamento. Gabriel chama atenção para a necessidade de permitir que o organismo se recupere entre os estímulos. “Existe a ideia de que quanto mais se treina, melhor, mas o descanso também é necessário para que o corpo consiga se adaptar e desempenhar bem”, afirma.

 

Além do treinamento e do fortalecimento, outros fatores interferem na evolução de quem corre. Alimentação e descanso, segundo o profissional, precisam ser considerados dentro de uma rotina que contemple diferentes aspectos da preparação.

 

“Como profissional de Educação Física, vejo o treinamento, o fortalecimento, a alimentação e o descanso como elementos fundamentais para a evolução na corrida e em todos os esportes”, afirma.

 

Gabriel explica que esses fatores estão relacionados. “Eles se complementam: quando um está bem ajustado, favorece os outros, mas quando um deles é deixado de lado, também pode comprometer a recuperação e o desempenho”, diz.

 

Por isso, o treinador defende que a preparação não seja baseada apenas na quantidade de quilômetros percorridos. “É importante cuidar de todos esses aspectos em conjunto”, acrescenta.

 

Na definição de metas, Gabriel considera necessário avaliar individualmente as condições de cada aluno. Antes de estabelecer um tempo ou uma distância a ser alcançada, o treinador busca compreender as capacidades físicas, o momento do corredor e o objetivo pretendido.

 

“Para definir metas realistas, o primeiro passo é conhecer bem o aluno, entender suas capacidades físicas e, principalmente, qual é o seu objetivo”, explica.

 

A partir dessas informações, o planejamento pode ser estruturado de maneira progressiva. “A partir disso, conseguimos analisar o momento em que ele está e estabelecer metas que sejam desafiadoras, mas possíveis de alcançar”, afirma.

 

Para Gabriel, a definição de objetivos precisa considerar as características individuais de cada corredor. “Dessa forma, a evolução acontece de maneira mais realista e de acordo com as características de cada aluno”, completa.

 

Para quem ainda não conseguiu transformar a corrida em hábito, o treinador resume o primeiro passo em uma ação simples: começar. “Meu principal conselho é: dê o primeiro passo”, afirma.

 

Ele recomenda que iniciantes procurem pessoas que já tenham experiência com a modalidade ou profissionais que possam acompanhar esse início. “Procure um amigo que já corra, uma assessoria ou um treinador que possa te orientar e incentivar nesse início”, diz.

 

A convivência com outros corredores também pode contribuir para a adaptação à prática. Gabriel destaca que o ambiente encontrado nas corridas pode facilitar a permanência de quem está começando.

 

“A corrida é um ambiente muito acolhedor e incentivador, e o público da corrida costuma ser uma galera muito parceira, que acaba incentivando quem está começando”, relata.

 

Para ele, estar próximo de pessoas que já praticam a modalidade pode ajudar na construção da rotina. “Estar próximo de pessoas que já vivem esse ambiente facilita muito a criação do hábito”, afirma.

 

Depois do início, a percepção sobre a atividade pode mudar. “Depois que você começa, percebe que a corrida pode trazer benefícios para diferentes áreas da sua vida e se tornar algo muito prazeroso”, conclui.

Comentários

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos com * são obrigatórios.