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“A corrida transforma vidas”: Suzana Batista retoma rotina nas pistas após a maternidade

da redação - 8 de mai de 2026 às 14:55 98 Views 0 Comentários
“A corrida transforma vidas”: Suzana Batista retoma rotina nas pistas após a maternidade Da Redação

Natural de Aquidauana, a corredora amadora Suzana Batista Ferreira encontrou no esporte uma atividade que passou a fazer parte da própria rotina de vida. Aos 31 anos, ela segue conciliando os treinos com a maternidade e os compromissos do dia a dia, enquanto busca melhorar marcas pessoais e alcançar um objetivo ainda inédito: disputar sua primeira meia maratona.

 

“A corrida pra mim é minha terapia, eu não vivo sem esse esporte. É como olhar pra trás e perceber que venceu aquela sua versão fraca”, resume a atleta ao falar sobre a importância da modalidade em sua vida.

 

Suzana nasceu em 27 de abril de 1995, em Aquidauana, e iniciou cedo no esporte. Segundo ela, a primeira experiência veio ainda na infância, por meio da capoeira. Poucos anos depois, conheceu a corrida de rua, modalidade pela qual se identificou imediatamente.

 

“Iniciei no esporte nova, aos 6 anos de idade, comecei na capoeira e conheci a corrida de rua aos 12 anos. Me apaixonei por essa modalidade instantaneamente”, contou.

 

Com o passar dos anos, a corrida deixou de ser apenas uma atividade de lazer e passou a ocupar um espaço importante em sua rotina. Suzana afirma que sempre gostou de desafios e que o esporte se tornou indispensável no cotidiano, inclusive após um período afastada das provas.

 

“Sempre gostei de me desafiar. Não vivo sem a corrida. Fiquei fora dessa modalidade por quase três anos depois que tive meu filho e, em 2022, retornei às corridas desafiando meus limites. O processo e o progresso são lentos, mas vale cada gota de suor derramada”, afirmou.

 

Ela relata que o início na modalidade também foi marcado por dificuldades. Entre os principais desafios enfrentados, Suzana destaca a falta de incentivo ao esporte e a ausência de apoio aos atletas.

 

“Falta de apoio, a carência do esporte na cidade e também a desvalorização dos atletas”, disse ao lembrar dos obstáculos enfrentados no começo da trajetória.

 

Atualmente, a corredora divide a rotina entre os cuidados com o filho, as tarefas diárias e os treinos. Segundo ela, a organização do tempo é fundamental para manter a preparação física ativa.

 

“Levo meu filho para a creche no início da manhã, retorno para casa, me arrumo e vou treinar. Devido à rotina exaustiva, treino à noite às vezes”, explicou.

 

Ao longo dos anos, Suzana participou de diversas provas dentro e fora de Mato Grosso do Sul. Entre as experiências mais marcantes, ela cita a participação na Corrida Internacional de São Silvestre, em 2016, considerada por ela a realização de um sonho pessoal.

 

“A Corrida Internacional de São Silvestre, em 2016, era meu sonho e marcou muito minha vida quando corri”, relembrou.

 

Outra lembrança importante foi a primeira maratona disputada ainda jovem. Aos 18 anos, ela participou da Maratona do Fogo, percurso de 42 quilômetros entre Fátima do Sul e Dourados, terminando na sexta colocação geral.

 

“Lembro como se fosse hoje”, comentou.

 

Suzana também recorda participações na Corrida de Reis, em 2013, e na Meia Maratona Internacional de Assunção, em 2016. Em Bonito, durante a etapa de verão da Corrida Rota das Estações de 2017, terminou em terceiro lugar geral nos 10 quilômetros e acabou sendo sorteada com uma motocicleta após a prova.

 

Mesmo sem assessoria esportiva atualmente, ela mantém os treinamentos de forma independente. Suzana explica que a experiência acumulada ao longo dos anos e os ensinamentos recebidos de antigos treinadores ajudam na preparação.

 

“Sou atleta federada, porém treino sozinha. Não tenho assessoria esportiva, mas tenho muita experiência e recebi o aprendizado do meu falecido professor, o professor Martins, conhecido como Sargento Martins, de Ladário. Através dele conquistei vários pódios e conheci vários lugares e pessoas maravilhosas”, afirmou.

 

Ao comentar sobre o crescimento das corridas de rua em Mato Grosso do Sul, Suzana avalia que a modalidade ganhou espaço nos últimos anos e passou a atrair um número maior de participantes.

 

“A corrida de rua virou febre. Deixou de ser apenas um hobby para se tornar um pilar importante da sociedade atual, pelo aumento no número de eventos, participantes e assessorias esportivas”, observou.

 

Ela acredita ainda que o aumento das provas movimenta diferentes cidades e contribui para dar visibilidade aos locais que recebem os eventos.

 

“Traz maior atenção às localidades devido ao fluxo intenso de pessoas, sejam atletas ou não, nas áreas das corridas”, disse.

 

Para quem pensa em começar a correr, Suzana prefere simplificar os conselhos e incentivar a prática sem excesso de planejamento.

 

“A corrida transforma vidas. A única dica é: só vai”, afirmou.

 

Agora, após anos participando de provas de 5, 10, 15 e 42 quilômetros, ela estabeleceu uma nova meta pessoal: disputar a primeira meia maratona da carreira.

 

“Quero melhorar meus recordes pessoais. A próxima meta é conquistar a meia maratona. Essa eu nunca corri”, concluiu.

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