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"A corrida é minha válvula de escape", diz Carol Vasques antes da primeira meia maratona

da Redação - 19 de set de 2026 às 07:00 277 Views 0 Comentários
"A corrida é minha válvula de escape", diz Carol Vasques antes da primeira meia maratona Da Redação

A corredora Ana Caroline de Oliveira Vasques Berton, conhecida como Carol Vasques, transformou uma decisão tomada para perder peso antes de uma viagem em um novo hábito que mudou sua rotina. Nascida em Campo Grande, em 8 de novembro de 1984, ela encontrou na corrida de rua uma atividade que, além dos benefícios físicos, passou a desempenhar um papel importante na saúde mental. Hoje, em preparação para sua primeira meia maratona, marcada para o dia 6 de setembro, ela relembra como iniciou no esporte, fala dos desafios enfrentados por quem corre em Mato Grosso do Sul e destaca a importância da família e dos treinadores em sua trajetória.

 

Carol conta que começou a correr sem imaginar que a modalidade faria parte da sua vida de forma tão intensa. O objetivo inicial era apenas emagrecer, mas, com o tempo, a atividade ganhou outro significado.

 

“Comecei a correr para emagrecer para uma viagem. Aos poucos, a corrida foi se tornando uma válvula de escape para a ansiedade e me livrou dos remédios para insônia. Assisti a uma prova da 21K, fiquei emocionada vendo os atletas chegando e já fiquei de olho para me inscrever em provas.”

 

A decisão de participar das competições surgiu justamente depois de acompanhar uma corrida como espectadora. O ambiente das provas despertou o interesse em experimentar a modalidade, dando início a uma trajetória que hoje inclui treinos específicos e metas de longo prazo.

 

Segundo Carol, um dos momentos que marcou sua evolução aconteceu após disputar uma prova de trilha. Até então, ela treinava apenas corridas contínuas, sem uma preparação direcionada.

 

“Depois de uma prova de trilha, a Rota Boiadeira da G2, vi que me saí bem, porém faltavam treinos específicos, porque eu fazia apenas rodagens. Entrei para a assessoria Kalenjin e comecei a render melhor.”

 

Ela afirma que o acompanhamento profissional foi determinante para melhorar o desempenho e organizar a preparação para diferentes distâncias.

 

Apesar da evolução nas competições, Carol diz que a lembrança mais marcante continua sendo a primeira prova que disputou. A experiência foi compartilhada com duas amigas, que iniciaram a prática da corrida praticamente ao mesmo tempo.

 

“Minha primeira prova foi uma corrida promovida pelo André, da Corra Bonito. Fiz junto com minhas melhores amigas, Soyla e Luzia. Foi um momento muito marcante e emocionante para nós. Começamos as três juntas, por brincadeira, e achávamos que participar de provas estava muito distante da nossa realidade. Quando percebemos, estávamos ali, no meio dos atletas.”

 

A rotina atual inclui musculação diária e treinos específicos de corrida durante a semana. Nos finais de semana, ela mantém o hábito das rodagens ao lado de uma amiga que teve influência no início da prática esportiva.

 

“Faço musculação todos os dias e treino de corrida com a assessoria Kalenjin às segundas, quartas e quintas-feiras. No fim de semana faço as rodagens com uma amiga que foi uma das minhas inspirações para correr, a Rosa.”

 

Ao falar sobre os desafios enfrentados pelos corredores em Mato Grosso do Sul, Carol aponta questões relacionadas tanto aos custos das competições quanto à segurança durante os treinamentos.

 

“As provas têm custo elevado e há poucas ruas iluminadas para treinar. Para a mulher é complicado treinar nos horários que temos disponíveis por falta de segurança. É impossível ir sozinha.”

 

Mesmo mantendo uma rotina constante de treinos, ela admite que já pensou em abandonar a corrida em alguns momentos, mas encontrou justamente na modalidade o motivo para continuar.

 

“Várias vezes. Não desisto porque a corrida é minha válvula de escape mesmo.”

 

A preparação para provas também envolve acompanhamento nutricional. Carol explica que a alimentação passou a receber atenção ainda maior durante o período de preparação para a primeira maratona.

 

“A alimentação é essencial. Sou acompanhada pelo nutricionista Cassiano Fontoura. Agora mesmo estou me preparando para minha primeira maratona e ele teve que ajustar minha alimentação.”

 

Ela ressalta que o desempenho nas corridas não depende apenas do treinamento físico, mas também da organização da rotina, do descanso e da alimentação adequada para suportar o volume crescente de exercícios.

 

Outro ponto que considera indispensável é o apoio recebido da família e da equipe técnica. Segundo Carol, o incentivo dentro de casa foi fundamental para que ela mantivesse a regularidade nos treinos.

 

“Sem a família apoiando eu jamais conseguiria. Meu marido sempre será minha fortaleza. Ele me ajuda, incentiva e torce por mim. Meus filhos gostam de me ver correndo e me veem como uma ‘super corredora’. Meus treinadores, Roberta e Leonardo, são essenciais em todo o meu progresso. Estou com eles há bastante tempo.”

 

Agora, a principal meta é completar os 21 quilômetros da meia maratona programada para setembro. Diferentemente de outras provas em que o tempo costuma ser uma referência importante, Carol afirma que o objetivo é apenas concluir o percurso em boas condições.

 

“Quero concluir as provas bem, saudável e com energia. No dia 6 de setembro tenho minha primeira maratona. Faz muito tempo que quero fazer essa distância. Vou sem pensar em pace, somente em concluir bem.”

 

Para quem pretende iniciar na corrida de rua, ela recomenda buscar orientação desde o começo.

 

“A primeira coisa é procurar uma assessoria. Correr acompanhada por quem sabe faz toda a diferença.”

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