Da Redação
Mariana Corrêa Calábria Teixeira, nascida em 16 de maio de 2010 em Corumbá (MS), iniciou sua relação com o voleibol de forma inesperada. “No começo de tudo, eu não gostava de vôlei e praticava outros esportes para não ter que jogar vôlei”, afirmou. A mudança veio em 2022, quando ingressou na escola Santa Teresa, onde jogava até o ano passado. A influência de uma amiga, que treinava voleibol e a convidava a participar de rodinhas durante os intervalos, despertou o interesse de Mariana. “Ela me chamou pra jogar e um dia fazer aula experimental”, disse.
Desde então, Mariana começou a se dedicar ao esporte e buscar referências dentro e fora das quadras. Entre suas inspirações estão atletas conhecidas no cenário regional e nacional. “Dentro de quadra, minhas inspirações foram a Camilly Melchiades do Leomar, Gaby Dias do Evam Três Lagoas e a Duda Lopes de Campo Grande. Fora de quadra, Leia Silva do Sesi Bauru e a Nyeme da seleção”, destacou.
A jovem relata que, apesar do entusiasmo, enfrentou dificuldades no caminho, principalmente por conta da pouca frequência de competições. “Continuar com as dificuldades que tinha no meu caminho, principalmente nas competições onde eu praticava a cada dois meses”, explicou. Mesmo assim, Mariana segue treinando três vezes por semana à noite, com treinos planejados para desenvolver foco e dedicação. “Não tive uma preparação específica por não competir ainda, mas é sempre bem puxado e bem pensado para jogar com foco e dedicação”, afirmou.
Um dos momentos mais marcantes para Mariana foi a Copa Salesiana, promovida por sua escola e time para os times da cidade. “Foi emocionante por ter sido o meu jogo de despedida e a maior vitória do ano com o meu time, que ia se separar entre algumas atletas”, contou. Sobre lidar com a pressão durante jogos importantes, ela disse: “Eu sempre tento manter a calma, converso com a minha técnica e penso que eu estou ali de forma merecida e que não preciso ficar nervosa”.
Mariana reforçou a importância da comunicação e parceria entre as atletas dentro da quadra. “É fundamental uma parceria e uma boa comunicação entre as atletas. Buscar sempre ter gentileza, respeito e empatia entre todas, pois somos um time e se uma erra, todas erram. Então, estar sempre em sintonia e ajudar sempre que pode, com respeito e paciência”, explicou.
A jovem atleta estabeleceu metas tanto de curto quanto de longo prazo. Entre os objetivos imediatos, está participar da Copa da Amizade, aperfeiçoar suas técnicas e contribuir para o sucesso do time. A longo prazo, Mariana pretende jogar no Sesi Bauru como líbero, integrar a seleção e, eventualmente, conquistar títulos de destaque no cenário internacional. “Meus objetivos em curto prazo são Copa da Amizade, aperfeiçoar minhas técnicas e ajudar meu time a ganhar as competições. A longo prazo, jogar um dia no Sesi Bauru como líbero, chegar na seleção e um dia ser campeã olímpica”, afirmou.
Conciliar estudo, treino e vida pessoal é um desafio constante. Mariana relatou que organiza sua rotina cuidadosamente, aproveitando os horários da melhor forma possível. “É a parte mais difícil, pelo treino ser à noite, o estudo pela manhã e a vida pessoal à tarde. Busco fazer tudo com cuidado e dou atenção sempre que consigo para os três de forma equilibrada”, disse.
Ao refletir sobre sua trajetória, Mariana também compartilhou conselhos para jovens que desejam seguir carreira no esporte. “Para não se importar com as críticas acima de tudo, muitos vão falar e vão julgar, mas você não depende disso para conseguir ser o que deseja ser. Tenha sempre a cabeça erguida e coragem para enfrentar todos os desafios que passarem, mas sempre tenha gentileza com as pessoas que passarem na sua vida! Pois a amizade é o que sempre tem no vôlei. Aproveite cada momento que passar na vida, pois as memórias são pra sempre!”, afirmou.