Esporte Ágil - V Copa Judô Futuro integra clubes de MS e ranqueia atletas do sub-13 e sub-15
Judô | Da Redação | 12/06/2018 12h20

V Copa Judô Futuro integra clubes de MS e ranqueia atletas do sub-13 e sub-15

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Neste sábado e domingo (8 e 9), a Associação Atlética Judô Futuro e a Federação de Judô de Mato Grosso do Sul (FJMS) organizaram a V Copa Judô Futuro Interestadual de Judô, no Colégio Status em Campo Grande/MS. A competição que era para ter ocorrido nos dias 25 e 26 de maio no Ginásio Rádio Clube Campo, foi adiada devido às circunstâncias da paralisação nacional dos caminhoneiros.

De acordo com o Diretor de Secretaria da FJMS, Américo Carlos Soares, mais de 450 atletas de aproximadamente 25 clubes foram inscritos na competição, que teve como principal objetivo a obtenção de pontos para o ranking estadual de seleções nas categorias sub-13 e sub-15.

“O que esperamos dessa competição é a manutenção do índice técnico dos nossos atletas. A FJMS vem trabalhando muito forte ultimamente para atualizar os professores, árbitros e, consequentemente, os atletas ganham com isso, com o alto nível de treinamentos e preparação para campeonatos nacionais e internacionais”, afirma Soares.

O presidente da Associação Atlética Judô Futuro e responsável pela organização da competição, Alessandro Nascimento, aponta que o objetivo de todas as Copas Judô Futuro é integrar as equipes filiadas da FJMS em prol do fomento ao judô sul-mato-grossense, por meio da troca de experiências.

“Hoje, o nosso judô é um dos melhores do Brasil e isso muito se deve ao trabalho de integração e da gestão da FJMS, dos clubes, dos atletas e de seus familiares. O Judô Futuro é uma escola de muita qualidade, mas isso não quer dizer que outras aqui do Estado também não são. Acredito que a troca de experiências entre professores oportuniza melhores condições para os nossos atletas, que sempre estão presentes em competições de nível nacional e internacional”, ressalta Nascimento.

Realmente, o judô sul-mato-grossense não deve nada a outros estados do país e torneios como a V Copa Judô Futuro Interestadual de Judô auxiliam ao colocar atletas desde cedo para sentir a emoção do tatame em disputas de alto nível em Mato Grosso do Sul. Como consequência do árduo trabalho realizado pelos clubes, as medalhas esticadas no peito dos atletas aparecem, com uma frequência cada vez maior. Exemplo disso, não muito distante, foi a conquista do segundo lugar geral de Mato Grosso do Sul no Campeonato Brasileiro Sub-18 realizado nos dias 2 e 3 de junho em Lauro de Freitas/BA.

Na classificação final por gênero, Mato Grosso do Sul ficou em segundo lugar no feminino (2 ouros, 1 prata e 2 bronzes), a frente de estados tradicionais na modalidade, como São Paulo. As medalhistas de ouro foram, Letícia Menino (-44kg) do clube Judô Clube Rocha e Alexia Vitória Nascimento (-48kg) do Judô Futuro. Chrislayne Alencar (-40kg), da Associação Yada de Judô ficou com a prata. Silveni Santos (-40kg) da Yada de Itaporã e Karla Oliveira (+70kg), da Associação Faixa Preta de Judô conquistaram a medalha de bronze.

O masculino sul-mato-grossense ficou em terceiro lugar na classificação geral (1 ouro e 1 bronze). Gabryel Vieira (-73kg), do Judô Clube Rocha levou o ouro e Kaique Pires (+90kg), do Judô Futuro ficou com o bronze.

O Brasileiro na Bahia foi a última etapa classificatória e garantiu quatro atletas no topo do Ranking Nacional Sub-18. Com os resultados, Chrislayne, Letícia, Alexia e Gabryel asseguram a vaga para o Pan-Americano Sub-18, que será disputado em Buenos Aires, na Argentina, nos dias 6 e 7 de julho.

Atletas do Pan Sub-18

Gabryel Vieira, 16, começou a lutar judô aos oito anos de idade, motivado por um amigo de infância na escola. Hoje, seu maior sonho é ser campeão olímpico. “Comecei brincando na escola, peguei uma motivação, comecei a treinar sério e gostei”.

Atualmente, os treinamentos são mais intensos, principalmente após a classificação para o Pan na Argentina. “Tenho que pegar mais forte para chegar lá [em Buenos Aires] bem e sair campeão. Nada vem fácil, tem muito treino, muita dedicação para chegar onde nós estamos agora”, completa Gabryel.

De Itaporã, a “Cidade do Peixe”, para o Brasil e até mesmo para o mundo, Chrislayne Alencar, 17, treina todos os dias, faça chuva ou faça sol. “Treino todos os dias, de manhã, de tarde, à noite, sem parar. A expectativa para o Pan-Americano é muito grande e o meu treinador me cobra e me treina bastante”.

Para o mundo? Sim, a itaporanense Chrislayne está acostumada a viajar. A atleta conquistou no dia 10 de março deste ano a medalha de bronze no Cadet European Judo Cup em Zagreb, na Croácia. A competição organizada pela Federação Europeia de Judô e reuniu os melhores atletas de judô do planeta de 15 a 17 anos. Saudade da família? Imensa. “Minha família sempre me apoiou com tudo e, fora do Brasil, sinto muita saudade”.

Alexia Nascimento é filha do presidente da Associação Atlética Judô Futuro, Alessandro Nascimento. E não só o pai, mas a família toda sente muita saudade quando a filha está longe. “Dá saudade, de um em um minuto ficam mandando mensagem, perguntando se eu estou bem, como está sendo a experiência de estar vivenciando uma coisa nova, é legal”, relata Alexia.

A judoca é a mais nova entre os quatro classificados para o Pan-Americano, tem confiança no seu potencial e espera terminar a competição em uma boa colocação, é claro. Se não der certo? Tudo bem também. “Se Deus quiser vai dar tudo certo e vou trazer alguma medalha de lá, mas se não der, vai ser bom também porque adquiro mais experiência”.

Leticia Menino, 16, acredita que o estado de Mato Grosso do Sul já é visto com outros olhos pelos competidores em campeonatos nacionais. “A gente não era um estado muito famoso, mas agora o povo meio que está tendo receio. Antigamente, os fortes eram Rio de Janeiro e São Paulo, agora o pessoal olha de modo especial para Mato Grosso do Sul. Isso é ótimo, mostra que temos mais atletas com alto rendimento”.

A judoca destaca que a rotina de treinamentos para uma competição internacional é outra e fica mais difícil conciliar os estudos com os treinos diários. “A rotina fica pesada, porque tenho escola pela manhã, treino à tarde e à noite, mas dá para dar uma estudada e treinar do mesmo jeito”.

 

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