Futebol | Gabriel Sato | 21/11/2019 15h58

Grupo 'Chuteira Cansada' atravessa gerações desde 1992

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Com intuito de reencontrar os amigos e praticar exercício físico, o grupo ‘Chuteira Cansada’ realiza o tradicional futebol aos sábados, há 27 anos, em Campo Grande. Amante da bola nos pés, o grupo é destinado para jogadores veteranos com mais de 35 anos, e existe desde 1992, surgindo dentro do quartel militar. Antes de Chuteira Cansada, o grupo se chamava MTT, mas acabou mudando de nome ao longo dos anos.

De acordo com um dos fundadores do Chuteira, Adão Teodoro de Paulo, 69 anos, o grupo surgiu a partir da ideia do coronel Ortiz e o sargento Neira, que queriam reunir os amigos para jogar uma ‘pelada’. “Esses dois foram os fundadores do grupo, o foco do Chuteira sempre foi exclusivo para lazer e esporte, não participamos de campeonatos, e as pessoas que jogavam eram tanto civis como militares.”

O grupo joga no conjunto União, há seis anos, e conta com integrantes de todos os bairros de Campo Grande. Além do lazer, devido a idade dos participantes, a saúde é outro fator que leva o grupo a se encontrar uma vez na semana para jogar bola. Segundo Paulo, ele é um dos jogadores mais velhos do grupo, com 69 anos.

Desde 1992 integrantes do Chuteira se juntam para jogar (Foto: Divulgação)

Um dos atletas participantes do Chuteira é Roberto Paulo da Silva, 63 anos, popularmente conhecido entre os amigos como Beto. Para ele, manter a amizade entre os associados, é o principal fator para o grupo estar vivo até hoje. “A amizade que temos um pelo outro é um grande fator para esse grupo estar junto até hoje, ficamos esperando dar o sábado para reencontrarmos os amigos, jogar uma ‘peladinha’ e tomar uma ‘geladinha’ depois do jogo.”

Segundo o atual presidente do Chuteira Cansada, Agripino Tavares Pereira, 62 anos, além do lado esportivo, o grupo realiza ações sociais com o intuito de ajudar pessoas necessitadas. “Temos o lado filantrópico, a pessoa chega e pede alguma ajuda de dinheiro, sacolão ou está doente, sem condições para comprar remédio, e nós ajudamos. Não precisa ser do grupo, caso alguém conheça pessoas de fora, e avise o Chuteira, a gente se mobiliza e faz alguma ação.”

Confraternizações sempre são realizadas pelo grupo (Foto: Divulgação)

O objetivo do grupo é que pessoas com mais de 35 anos, sem praticar exercícios físicos, participem do Chuteira para que possam melhorar a qualidade de vida. Para Pereira, muitas pessoas idosas desenvolvem doenças e depressão por não manterem a vida física ativa, e o que o grupo busca, é trazer essas pessoas para que com o futebol e a amizade, possam sentir-se mais felizes.

Filhos, netos e bisnetos dos integrantes do grupo participam e prestigiam os jogos, segundo o presidente do Chuteira, a participação dos familiares ajuda a manter ativo o grupo. “A ideia é que vai chegando algumas pessoas mais novas e não deixa o grupo acabar, percebem que aqui o clima é de amizade, e começam a participar também, isso faz com que as gerações vão se passando e a família permanece sempre no Chuteira.”

Além das pelejas aos sábados, o grupo comemora Dia das Mães, aniversário dos integrantes, Dia dos Pais e outras datas festivas. “Aqui, tornamos uma grande família, vem a mãe, filha, neto,” relatou Pereira.

Embora o grupo tenha brincadeiras e diversão, não deixa de ter um trabalho sério para que não vire bagunça, e isso, aliado ao bom ambiente, deixa os jogadores à vontade para jogar. “Quem vem pela primeira vez, faz um ou dois jogos e já se sente à vontade”, conta Pereira.

Há seis anos os jogos acontecem no campo do União (Foto: Divulgação)

Para o final do ano, o grupo prepara algumas ações para interagir com os associados e familiares, e uma festa de final de ano está sendo pensada para que a família Chuteira, permaneça sempre forte e unida.

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