Bate-Bola | Da redação | 01/06/2016 10h24

Ivy Moro Ávila

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Ivy Moro Ávila, de 26 anos, disputou sua primeira competição há seis meses e já ganhou, inclusive, um Brasileiro da Nabba.

Nascida e criada em Aquidauana, a 130 quilômetros de Campo Grande, a fisiculturista Ivy Moro Ávila, de 26 anos, começou no esporte com poucas pretenções e atualmente desponta como um dos principais nomes na modalidade em Mato Grosso do Sul. Em menos de um ano competindo, ela já tem no currículo três competições e três títulos: Open Fronteiras, Campeonato Estadual e Campeonato Brasileiro. Neste último, foi campeã no Overall e garantiu vaga no Campeonato Mundial da Nabba, que acontece entre os dias 17 e 18 de junho, em Natal (RN).

Formada em Educação Física, sempre levou um estilo de vida ativo e chegou a praticar voleibol e natação durante a adolescência. Nos últimos três anos, porém, começou a praticar musculação e, em junho do ano passado, iniciou a preparação e deu a largada para a conquista de seu primeiro título: o Open Fronteiras, disputado em Campo Grande no mês de novembro. Agora, ela inicia outra luta: a busca por patrocínio para conseguir embarcar para a capital potiguar.

“No país do futebol e sede das Olimpíadas deste ano, vemos que o atleta tem que realmente amar o que faz. Uma forma que encontramos de conseguir apoio, foi uma parceira entre a loja Treino Pesado e meu amigo Ezer Leal, onde montamos uma cesta de suplementos. Ela será rifada, e os lucros serão para auxiliar nas minhas despesas”, conta a jovem, que está na categoria Toned.

Confira a entrevista com a atleta:

Como se interessou pelo fisiculturismo?
Sou Educadora Física, formada pela Anhanguera/Uniderp, e devido a minha profissão sempre tive um estilo de vida ativo. Pratiquei esportes como voleibol e natação durante a infância e adolescência, porém comecei a me identificar na prática da musculação há três anos atrás, e obtive bons resultados. Iniciei de fato com o objetivo de competir em junho do ano passado, quando iniciei minha primeira preparação para o campeonato Open Fronteiras, onde me consagrei campeã da categoria.

E em menos de seis meses, você carimbou a vaga no Mundial...
Então, iniciei minha preparação para o Campeonato Estadual, que foi no dia 7 de maio, no anfiteatro da Mace, sendo a única representante de Aquidauana. Me consagrei campeã Estadual na minha categoria, a Toned, e fui classificada para representar o Estado no Campeonato Brasileiro, que ocorreu no final de semana seguinte, um evento de grande porte, que foi realizado em Campo Grande. Com tanto esforço, veio a recompensa: fui campeã Brasileira e Overall na categoria Toned, garantindo minha vaga para o Campeonato Mundial, em Natal.

Com tantas conquistas, você tem conseguido apoio?
No país do futebol e sede das Olimpíadas deste ano, vemos que o atleta tem que realmente amar o que faz. Recebo a suplementação da empresa de Ponta Porã, Treino Pesado Suplementos. Minhas refeições, que são desenvolvidas de acordo com cada fase das minhas necessidades durante a preparação, pela empresa Cozinha Proteica de Campo Grande. São de grande importância durante uma preparação. Mas, no caso deste campeonato de nível mundial, despesas como taxa de inscrição, estadia, alimentação, dentre outras, possivelmente serão custeadas por mim. As passagens consegui com apoio da Prefeitura de Aquidauana.

O que tem feito para levantar recursos?
Desenvolvi um oficio onde consta uma tabela relacionando os custo para a participação em tal campeonato, seguindo em anexo um currículo da minha carreira como atleta. Estou levando em órgãos publicos e empresas solicitando este apoio. Cabe resaltar ao empresário que a Lei de Incentivo ao Esporte permite que empresas e pessoas físicas invistam parte do que pagariam de Imposto de Renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. As empresas podem investir até 1% desse valor e as pessoas físicas, até 6% do imposto devido. Uma forma que encontramos de conseguir apoio, foi uma parceira entre a loja Treino Pesado e meu amigo Ezer Leal, onde montamos uma cesta de suplementos. Ela será rifada, e os lucros serão para auxiliar nas minhas despesas.

Já conseguiu alguma ajuda?
De fato, o esporte tem obtido maior visualização da mídia há pouco tempo. Por estar no interior, ainda temos pouco mais de dificuldade na aceitação. Outra forma que tenho utilizado para solicitar apoio é encaminhando via e-mail para empresas de maior porte, mas até agora não obtive nenhuma resposta positiva.

Hoje, ‘ser fitness’ está na moda. E o atleta, ainda sofre preconceito?
Eis uma grade diferença: "ser fitness" é uma coisa, e "ser atleta" é outra. A categoria na qual participo deve mostrar um nível atlético de desenvolvimento, apresentando uma figura harmônica e simetricamente desenvolvida. Muscularidade, vascularidade, definição muscular em excesso não são admitidas. Porém, temos uma imagem diferenciada, de um padrão de ‘musa fitness’. Minha rotina não me possibilita a uma vida de badalações, mas não me sinto prejudicada por conta disto. Faço porque amo, foi a escolha que me propus a fazer, e por isso estou na luta.

Como é sua rotina?
Minha dieta é feita de forma equilibrada, porém, sendo restrita diante das escolhas de carboidratos, proteínas e gorduras. São sete refeições diárias, de três em três horas. A rotina de treinamento segue nos sete dias da semana, sendo cinco voltados para musculação e aeróbicos, e dois apenas aeróbicos.

Gostaria de deixar uma mensagem para finalizar?
Que cabe às empresas e órgãos públicos terem uma visão melhor do incentivo a quaisquer prática desportiva. O esporte vai além finalidades estéticas: é o trabalho de socialização e cooperação durante a infância e qualidade de vida e bem estar para individuo durante toda a vida.

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