Campo Grande-MS, Quinta-feira, dia 09 de Setembro de 2010 às 13:16

Marcelo Humberto
Fã de esportes radicais, jornalista critica o poder público da cidade de Dourados que, segundo ele, trata o esporte como “um nada”.

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Márcio Alencar
Gerente da área de lazer do Sesi de Campo Grande, fala sobre a Volta das Nações e os próximos eventos que serão desenvolvidos.

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Adelmar de Oliveira
Secretário de Esportes de Jaraguari, diz que a falta de estrutura ‘ajuda’ a cidade a não ter uma equipe no Estadual de Futebol Profissional.

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Roberto Ribeiro
Fisiculturista fala sobre sua carreira, desafios e observa uma diminuição do preconceito com os atletas de competição em Mato Grosso do Sul.

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Tânia Mara Brasil Campeã estadual de fisiculturismo, atleta busca apoio para disputar o Mr. Santos, principal torneio da modalidade no Brasil.

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Bruno Lucas Moreira Atleta teve que ‘se virar’ para conseguir a medalha de prata no Torneio Estímulo Kid Jofre de Boxe Olímpico.

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Carolina Santos Árbitra, única do Estado no quadro da CBFs, apitou no mês passado a Liga Futsal Feminina na cidade de Criciúma.

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Simone de Oliveira Três-lagoense, da equipe da Sejuvel, conquistou o ouro no Brasileiro Caixa de Atletismo Sub-23 em SP.

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Bate-Bola
Jeozadaque Garcia/Da redaçãoSegunda-feira, dia 10 de Maio de 2010 às 15:19

Bate-bola: Denise Jovê

Foto: Acervo Pessoal
Professora acredita que existe ‘politicagem’ envolvida nos critérios de distribuição do FIE e FAE.

Denise Jovê Cesar Ghiselli, 42 anos, é coordenadora do curso de Educação Física da Anhanguera/Uniderp. Formou-se em educação física na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em 1990. Fez mestrado na mesma instituição e defendeu sua tese em 2004 - Prática Pedagógica do Professor de Educação Física na Educação Infantil.

Mãe do nadador Rodrigo Jovê, conta no Bate-bola sobre seu relacionamento com os esportes e sobre a vida de “mãetrocinadora” do filho. Segundo ela, “tem muita política envolvida” nos critérios de distribuição do FIE e do FAE.

Esporte Ágil - Como surgiu seu interesse pelos esportes?
Denise Jovê -  Eu sempre fui uma aluna "moleca". Participava de tudo na escola. Pratiquei muitas modalidades nos treinamentos escolares (tempo de Maria Constança e Dom Bosco), mas em 1982 eu entrei na equipe de natação do Círculo Militar, e ai não teve jeito: apaixonei.
As viagens, as amizades, os campeonatos... Fui apaixonando... E não tive como não cursar educação física.

EA - Como pintou o convite pra ser coordenadora do curso de Educação Física da Uniderp/Anhanguera?
DJ - Eu já era professora na Uniderp. Quando o grupo Anhanguera incorporou a instituição, houveram algumas mudanças estruturais, entre elas surgiram os professores TIs (tempo integral). São professores com 40h que auxiliam, além da sala de aula, a coordenação. Eu já era TI quando o coordenador antes de mim, Paulo Ricardo, saiu da instituição por ter sido aprovado em um concurso público no Mato Grosso. Assim, ele me indicou para a reitoria, por todo o trabalho que desenvolvíamos juntos e pelo bom relacionamento com os alunos, meu nome foi levado e aprovado pelo Reitor.

EA - E quais os projetos esportivos da universidade para este ano?
DJ - Estamos com alguns alunos da instituição recebendo bolsa esportes para treinarem em várias modalidades: natação, handebol, futsal, voleibol. Assim conseguiremos participar dos campeonatos mais importantes. Estamos com alguns campeonatos internos também: Copa DCE, Inter-calouros, Jogos Universitários da Uniderp... Temos ainda previsão de realizar campeonato de bocha paradesportiva e realizar alguns eventos internos para funcionários e professores.

Também estamos participando de vários eventos relacionados a educação e a saúde: Amigos da Escola, Dia Nacional da Promoção de Qualidade de Vida, entre outros. Temos a vontade de participar de tudo o que pudermos para a vivência dos alunos no ambiente de sua profissão.
 
Realizamos a 1º Conferência Interna de Esporte e Lazer, como preparatória para a Conferência Estadual. Fomos à Conferência Estadual e Regional... Além disso, pretendemos realizar a 1ª Jornada Acadêmica de Esporte Lazer e Saúde no mês de outubro.

EA - E como é essa vida de 'mãetrocinadora'?
DJ - Nossa, essa é uma luta! A gente faz o que pode e não pode pra manter o filhote na prática do esporte e da competição, principalmente porque ele é bom e tem futuro, faz porque gosta e isso é essencial. E como eu vivi essa coisa toda, enquanto puder e ele quiser, eu incentivo. O potencial dele é muito bom, precisa ser aproveitado e isso é visão de profissional, não de mãe.

EA - Acha que o FIE e o FAE tem sido distribuído de forma correta?
DJ - Não. A gente sabe que não é da forma correta. Tem muita política envolvida, e eu até consigo perceber que isso independe da vontade das pessoas envolvidas nesta distribuição, mas, infelizmente, não é justa a sua distribuição.

Sabemos de pessoas que foram contempladas que não têm desempenho para isso, mas é uma realidade, infelizmente, que afasta os  atletas bons do Estado.

EA - Acha que essas pessoas recebem a verba por ter um 'padrinho' nas entidades?
DJ - Não sei se é padrinho. Talvez sejam pessoas mais envolvidas politicamente do que a gente. São pessoas que se envolvem, ficam cutucando, vão atrás, enquanto eu, por exemplo, com essa vida corrida, faço o projeto e fico esperando os critérios de resultado e desempenho prevalecerem. Aí não sei dizer se é padrinho, acho que é mais vínculo político, envolvimento político. O problema é que os resultados expressivos acabam ficando de fora.

EA - E agora com Olimpíada do Rio de Janeiro chegando, o que Mato Grosso do Sul pode fazer para ter atletas competindo lá?
DJ - Eu acho que há uma necessidade de uma revolução esportiva.

EA - Como isso aconteceria?
DJ - Quando eu digo revolução, é revolucionar mesmo: investir, criar condições de melhora no treinamento, no envolvimento de jovens que tem potencial para sucesso e que estão perdidos sem esta oportunidade por falta de incentivo financeiro, de material e de pessoas capacitadas para orientar. O mundo do conhecimento na área da educação física está fervendo nos grades centros e a gente acaba não tendo acesso a certas novidades, tanto teóricas como práticas, a gente não consegue nem montar uma equipe multidisciplinar pra atender estes meninos. Não se tem nem nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta pra ajudar no desenvolvimento. Então, eu acho que a revolução tem que acontecer e também envolver as universidades neste processo. As universidades têm possibilidades de auxiliar através de convênios, projetos de extensão, etc. O problema é que às vezes a burocracia esbarra quando tentamos apresentar algo para uma secretaria de estado, por exemplo.

EA - Você acha que as universidades da Capital têm trabalhado bem o esporte?
DJ - Não, pois o foco das universidades é outro, é o de formar bons profissionais. Porém, as universidades podem ser parceiras no processo de capacitar e de auxiliar esta revolução necessária que tem que começar lá na base, lá na escola, lá no treinamento escolar, nos clubes que têm sua escolinha esportiva.

08/09/2010 | Quarta-feira
 Bate-bola: Marcelo Humberto
 Bate-bola: Márcio Alexandre Alencar
 Bate-bola: Adelmar de Oliveira
 Bate-bola: Roberto Ribeiro
 
09/08/2010 | Segunda-feira
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 Bate-bola: Ruth Roberta de Souza
 
12/07/2010 | Segunda-feira
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 Bate-bola: Wilson Soares dos Reis
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14/06/2010 | Segunda-feira
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 Bate-bola: Alexandre Garcia Cabral
 Bate-bola: Fernanda Silva
 Bate-bola: Eduardo José de Castro Antônio
 
10/05/2010 | Segunda-feira
 Bate-bola: José Antônio Cardoso Evangelista
 Bate-bola: Eduardo José Vieira Miranda
 Bate-Bola: Adilson da Silva Machado
 
12/04/2010 | Segunda-feira
 Bate-bola: Adílson Higa
 Bate-bola: Carlos André Marinho
 Bate-bola: Gregório Arcanjo Gomes
 Bate-bola: Bruno Arce
 
09/03/2010 | Terça-feira
 Bate-bola: Fause Faker
 Bate-bola: Roberto Ungerer
 
08/03/2010 | Segunda-feira
 Bate-bola: Solange Bernardes da Costa Pereira
 Bate-bola: Rogério Vidmantas
 
08/02/2010 | Segunda-feira
 Bate-bola: Amarildo de Carvalho
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12/01/2010 | Terça-feira
 Bate-bola: Mario Cesar
 
11/01/2010 | Segunda-feira
 Bate-bola: Herculano Borges
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 Bate-bola: João Rocha
 
07/12/2009 | Segunda-feira
 Bate-bola: Luciano Shakihama
 Bate-bola: Aline Fuhr
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10/11/2009 | Terça-feira
 Bate-bola: Fernando Blank
 
09/11/2009 | Segunda-feira
 Bate-bola: Kenneth Coelho Corrêa
 Bate-bola: Celso Arantes
 Bate-bola: Ricardo Roriz de Souza
 
05/10/2009 | Segunda-feira
 Bate-Bola: Marcos Joaquim Borges
 Bate-bola: Paulo Nunez
 Bate-Bola: Marco Antônio Tavares
 Bate-bola: Anderson Oliveira de Souza
 
08/09/2009 | Terça-feira
 Bate-bola: Alberto
 Bate-bola: Eva Regina
 Bate-Bola: Nelson Corrales

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Você acha que com a aprovação da emenda na LDO, que prioriza o esporte em Campo Grande a partir do ano que vem, nosso esporte terá um salto até a Olimpíada de 2016?

 Não. Essas leis nunca chegam realmente aos atletas. Exemplos não faltam, como o FIE e o FAE, que deveriam ajudar os atletas, mas nunca foram unanimidade em Mato Grosso do Sul.
 Sim. Há tempos nosso esporte merecia ser priorizado na Capital. Agora nossos atletas terão um apoio maior e não precisarão competir por outros Estados.
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